sexta-feira, 12 de julho de 2013

A importância da palavra de Deus em nossas vidas!




             Leia Josué 1:8

A meditação diária na palavra de Deus é essencial, o sucesso vem aqueles que meditam dia e noite na palavra. A palavra de Deus produz vida naqueles que meditam nela diariamente. Contudo não devemos somente meditar nela, como um veiculo de comunicação nas mãos de Deus temos o dever de falar na palavra a qual meditamos.

Devemos meditar na palavra diariamente por que:

    É um alimento espiritual
Do que temos nos alimentado ultimamente? Qual tem sido sua principal refeição nos últimos dias? (Tv, internet, futebol...será que temos dado tanta atenção as coisas seculares desse mundo que temos nos esquecido de nos alimentar da palavra de Deus?) O que temos colocado em primeiro lugar na nossa vida diária? Como temos começado o nosso dia? Todos sabemos que o alimento é útil para nos mantermos fortes e saúdaveis, e sem ele não podemos viver, do mesmo modo no mundo espiritual sabemos que se não nos alimentarmos diariamente da palavra de Deus certamente logo, logo começaremos a esfriar e nos esquecer de Deus. A prática da leitura biblíca todos os dias é essencial na vida do cristão, a ausência da mesma nos afasta dos bons conselhos divinos, nos torna cristãos religiosos e frios, não podemos dizer que pertencemos a Cristo se não praticamos a leitura desse manual tão maravilhos que é a palavra de Deus.

Se você não se alimenta de coisas saúdaveis inevitavelmente você vai ter um crescimento retardado.
    Produz vida de Deus em nós
Nada como a palavra do próprio Deus para produzir vida em nós, e vida em ambudãncia como diz em João 10:10b. Quando há vida de Deus em nós é inevitável que dela não haja frutos, assim como o alimento nos fortalece, ele também nos permite produzir bons frutos. Uma vida sem um bom alimento sólido é incapaz de gerar bons frutos (Mt 7:16-20).

Do que temos nos alimentado? Que frutos temos produzido em nossas vidas e na vidas dos outros?

Quando não temos vida de Deus em nós não conseguimos levar a palavra de Deus as pessoas, sem vida de Deus estamos mortos em trevas.

Como vamos levar vida a quem estar em trevas se nós mesmo não estivermos permitindo que Deus produza vida em nós?

Nossa vida é uma carta de amor escrita por Deus, e devemos sempre cultivar esse amor. Somos o bom perfume de Cristo, somos testemunhas vivas de um Deus Vivo, somos observados o tempo todo e muitas vezes nem mesmo precisamos dizer uma palavra para que as pessoas nos indentifique como servos de Deus. Ganhamos pessoas para Cristo com nossa própria maneira de viver. Nossas atitudes mostram se somos verdadeiros servos ou não.

Nos fortalece

Não existe fortalecimento espiritual sem a meditação diaria na palavra de Deus, sabemos que somos fracos e limitados, logo se somos assim precisamos diariamente buscar em Deus a foça para suportar as lutas do dia a dia, Deus é nossa força, é ele que nos permite viver todos os dias, se não o buscarmos o tempo todo certamente ruiremos. Se frequentemente nos sentimos indispostos quanto a vida espiritual precisamos então nos avaliar. Há sempre uma relutância no que se refere as atividades espirituais, pois não é com coisas meramente comuns que estamos lidando, mas com coisas espirituais. Precisamos a cada dia meditar fielmente na palavra de Deus para que sejamos fortalecidos.

Meditar na palavra de Deus todos os dias nos ajuda a aumentar nossa visão espiritual, nos fortalece para as lutas que nos sobreveem. Contudo isso requer de cada um de nós esforço, pois vivemos em um mundo onde a correria é constante e acabamos por limitar nosso tempo de meditação.

Que não nos esqueçamos de a cada dia nos firmar na palavra do SENHOR: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. ( Hebreus 4:12)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Procurando uma saída?



A LEITURA DE HOJE É: JOSUÉ 6:1-20

“Quando soaram as trombetas o povo gritou. Ao som das trombetas e do forte grito, o muro caiu. Cada um atacou do lugar onde estava, e tomaram a cidade” (Josué 6:20)


Você já precisou de uma saída em sua vida? Ou de algum tipo de livramento? Talvez você ou a circunstância vivida precisasse ser transformada, e adiante houvesse um muro tão alto quanto o que cercava Jericó. Ao que tudo indicava, não havia meios de atravessá-lo.

O lado bom de saber que precisa de muito mais que a própria força para derrubar os muros em sua vida é que isso o obriga a confiar no poder de DEUS pala libertá-lo. O livramento e a liberdade estão sempre além do que podemos imaginar.

DEUS quer que você dependa dEle e de seu poder sempre que enfrentar obstáculos na vida. Toda vez que se sentir incapaz de superar o que o ameaça, disponha-se a apronfundar-se na palavra de DEUS. Dedique-se mais fervorosamente à oração. Opte por adorar a DEUS com toda sinceridade, sem se importar com os aocntecimentos.

Esses três passos de obediência são poderosos e estruirão o que quer que o esteja impedindo de prosseguir em direção ao que DEUS tem para você.

Os israelitas andaram em volta da cidade de Jericó treze vezes em uma semana. Portanto, não fique apenas parado olhando para os muros que lhe obstruem o caminho. Comece a rodeá-los com gritos de louvor hoje e tantos dias quantos forem necessários.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Gratidão




Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
1 Tessalonicenses 5:18

Paulo visitara tessalônica durante sua segunda viagem missionária. (atos 17:1-10). Fora pouco o tempo em que Paulo ficou na cidade, pois ele e seus companheiros passavam por grande perseguição. Os Cristãos em Tessalônica estavam sendo perseguidos tanto pelos incrédulos quanto por sua própria incerteza e dúvida acerca do evangelho. O próposito de Paulo ao escrever essa carta era encorajá-los a se manterem firmes e confiantes, de modo a honrar o Senhor com sua maneira de viver.
Você já agradeceu a Deus por ele ter te permitido viver mais um dia hoje? Por ele ter te permitido alimentar-se hoje? Será que temos tido um coração grato a Deus? Será que temos praticado a gratidão em nossas vidas ou será que temos murmurados constantemente por tudo?

É muito fácil ser grato por algo de bom que recebemos, não é verdade?

Ser grato pelas coisas boas que nos acontecem na vida é fácil, mas ser grato por tudo o que temos na vida, por tudo o que passamos na vida é um trabalho árduo e difícil. Estamos acostumados a agradecer a medida que recebemos algo de bom, ( um presente, uma gratificação, um elogio...).

Normalmente não agradecemos pelas dificuldades ou lutas que passamos, isso nos parece loucura não é mesmo? Nós seres meramente humanos, cheios de defeitos e muitas vezes acostumados com as coisas nas mãos nos esquecemos de sermos gratos a Deus pelas dificuldades e lutas que nos fazem crescer e aprender a sermos pessoas melhores.

Podemos ver alguns exemplos de pessoas que não cultivaram um espírito de gratidão: O fariseu do templo descrito em (Lucas 18:9-14). Esse fariseu estava consciente de sua religiosidade, ele expressa gratidão somente pelo que tem e pelo que é, ele está totalmente cego para o que não é e o que não tem. É uma pessoa totalmente arrogante e prepotente, diferente do publicano que não se achava digno nem mesmo de olhar para o céu.

A caminho de Jerusalém ao passar pela divisa entre Samaria e Galiléia dez leprosos dirigiram-se a ele e gritavam em alta voz: Jesus tem piedade de nós (Lucas 17:11-19). Ao vê-los Jesus os curou e os mandou que mostrar-se aos sacerdotes, dos dez leprosos que foram curados somente um deles voltou para agradecer ao Senhor. ( Aquele que voltou para agradecer era um samaritano, sabemos que os samaritanos não se davam bem com os judeus). Jesus perguntou: Onde estão os outros nove? Eles não cultivavam um coração grato a Senhor, por isso não voltaram, não valorizaram o que fora feito por Jesus.

Não podemos ser gratos somente pelo que somos e recebemos, precisamos cultivar um coração grato a Deus em toda e qualquer circunstância.

Era essa a preocupação de Paulo quanto aos irmão de Tessalônica, Paulo os exortava que mesmo diante das dificuldades e perseguições suas atitudes deveriam ser de louvor e gratidão.

Andar em gratidão é um modo de vida contagioso e teocêntrico (Deus no centro de todas as coisas).
A gratidão é atenta
Quando estamos dispersos com tudo o que nos ocupa, por vícios, tv, fofocas, preocupações, leituras que não nos edificam entre outras coisas, não ficamos atentos para as dádivas que nos chegam a cada dia. Precisamos estar conscientes e atentos para a presença de Deus, que se manifesta numa música que ouvimos, numa palavra de ânimo, numa tempestade, no nascer e no pôr do sol entre tantas outras coisas que diariamente nos acontecem e muitas vezes nos esquecemos de sermos gratos a Deus. Para chegarmos a essa consciência de gratidão é necessário que haja uma libertação interior do nosso “EU”, o qual é tendencioso a orgulhar-se. A gratidão nasce de um espírito de oração que nos ajuda a perceber as maravilhas de Deus. Se ficarmos dispersos em meio a tantas coisas que nos acontecem no dia-a-dia, acabamos por nos esquecer das maravilhas do nosso criador, deixando assim de rener graças e louvor a Deus. Devemos nos lembrar que Deus requer de nós que o louvemos e sejamos gratos a ele em toda e qualquer circunstância, e nos mais pequenos detalhes da vida.

A gratidão é contagiosa
Você consegue ficar perto de alguém que constantemente reclama, age com ingratidão murmurando contra tudo e todos?
É sempre um prazer estar perto de pessoas gratas, pessoas que cultivam um espírito de gratidão, pois elas têm um espírito cativante. David Steindl-rast certa vez disse: “ A raiz da alegria é a gratidão. Não é a alegria que nos torna agradecidos, é a gratidão que nos faz sermos felizes”

A gratidão é teocêntrica
O caratér teocêntrico da gratidão tem como base a confiança de que há alguém a quem podemos agradecer. Gratidão teocêntrica é quando Deus estar no centro de todas as coisas. È sem sentido não termos ninguém a quem possamos ser gratos. Jesus com certeza tinha um coração grato a Deus. Jesus era consciente de que Deus se manifestava na beleza das pequenas coisas, Jesus mostrava-se grato pelos passáros no céu, pelos lírios do campo, pelo sol e pela lua...enfim Jesus tinha um coração grato a Deus em todas as coisas.

Ao contrário da “GRATIDÃO” temos a terrível “INGRATIDÃO”

INGRATIDÃO:
Falta de reconhecimento, de gratidão; qualidade do que é ingrato.
Pagar com ingratidão, não ter reconhecimento.

Inácio de Loiola certa vez escreveu uma carta em que declarava: A ingratidão é o pecado mais abominável e deve ser abominada por todas as criaturas. Pois ela é o esquecimento das graças, beneficios e bençãos que recebemos, pelo contrário, o reconhecimento agradecido das bençãos e das dádivas é amado e estimado não apenas na terra, mas também no céu.

Recebemos a dádiva imerecidada salvação não por algum mérito nosso, mas pela misericórdia divina. Nossos pecados foram perdoados pelo sangue de Jesus Cristo.
Quando percebemos a dádiva que recebemos e que nunca poderemos pagar rompemos em uma gratidão humilde e alegre, simplesmente nos regozijamos. Como diz no (salmos 107:1) “Rendei graças ao Senhor, porquer ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre”


Sejamos gratos a Deus pelo simples fato de todos os dias ele nos permitir viver, é um privilégio poder se chamada de filhos de Deus, sejamos gratos a Deus que por meio de seu único filho Jesus Cristo nos deu a salvação sem que merecessémos nada, sejamos gratos a Deus por seu amor tão grande.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Encontrando um coração novo



“ Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19).

Um hino antigo contém essas palavras comoventes: “ O meu ser é vacilante: Toma-o, prende-o com amor, para que eu, a todo instante, glorifique a ti, SENHOR”.*

Muito de nós experimentam a tentação de desviar-se espiritualmente, afastar-se do DEUS que amamos. Coração e emoções podem ser muito enganosos, convencendo-nos facilmente de que desejamos o que outra pessoa possui, e não o que DEUS planejou para nós.

O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jeremias 17:9)

Há alguém, no entanto, que compreende quão emocionalmente fragmentado o coração pode vir a tornar-se, e ele prometeu dar-nos um coração inteiro. O que isso significa? É simples: DEUS promete que, ao lhe entregarmos o controle do coração, ele nos transformará de dentro para fora.

Se você acha que não pode desistir desse hábito destrutivo, desses pensamentos impróprios, desse relacionamento ilícito, busque a DEUS. Clame por ajuda. Peça que lhe dê um coração não fragmentado. DEUS é especialista em cirurgia espiritual de corações que se abrem para ele.

DEUS também promete eliminar os corações de pedra. Você já experimentou tanta dor e trauma na vida que decidiu nunca mais deixar-se magoar desse modo? Seu coração antes fervoroso com as coisas do SENHOR já se tornou frio e distante? Quando convidamos o ESPÌRITO DE DEUS a habitar verdadeiramente em nós, ele acende a lareira do nosso coração, e esse fogo não pode ser apagado. Peça a Deus hoje que acenda esse fogo em seu coração de modo a queimar toda insensibilidade e que ele o encha com seu amor.






*”Fonte és tu de toda benção”, hinário para o culto cristão (HCC), nº 17, Rio de Janeiro, Juerp, 1990. Biblia da mulher que ora.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Senhor é nosso libertador




MAS LIVRA-NOS DO MAL (MATEUS 6.13B)
O mal nem sempre se apresenta como algo terrível como o genocídio promovido por Adolf Hitler aos judeus na segunda grande guerra. Aprendi com minha mãe que o mal também pode se apresentar de forma mais branda, como quando ela ameaçava “acabar com minha raça” se eu aprontasse de novo...

Brincadeiras à parte, devemos entender e considerar o mal em todas as suas dimensões. A palavra grega que foi traduzida por mal (poneros) é usada no caso nominativo, e isto geralmente denota um título, indicando que Jesus está provavelmente se referindo a Satanás. Mas como o tinhoso é a personificação de todo o mal, não podemos nos limitar à ideia míope de que ele só nos tenta na área sexual e seus ataques não vão além de doenças, acidentes e desemprego. A própria palavra poneros traz uma gama de interpretações como fadiga, aborrecimentos, tormento, perigo, ameaças a fidelidade e fé, causa de dores e de problemas, natureza ou condição má, além dos males de origem física (doenças), e num sentido ético maldade, ruindade e iniquidade.

São três os elementos que agem conjuntamente para disseminar o mal e contaminar toda a humanidade. Estes três são conhecidos como o mundo, a carne e o diabo. Agora entenda o seguinte: nem o curso deste mundo e nem o império do diabo conseguiremos modificar. Mas a nossa carne, esta sim devemos mortificar. É isto que Deus deseja, foi para isto que Cristo morreu na cruz e é por isto que Ele enviou o Espírito Santo para habitar em nós. Devemos compreender e depender diária e continuamente do Espírito para lutar contra os impulsos da nossa carne, e novamente, não estou me referindo apenas à sexualidade humana. Em 1João 2.16 o apóstolo nos adverte que tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, aonde se escondem estas coisas senão dentro de nós mesmos? Este mal reside em nós e Satanás quer utilizar-se (e muitas vezes consegue) desta velha natureza para nos levar à rebelião. Concupiscência, cobiça e soberba: esta é a inclinação da nossa carne. Negar este mal já conta ponto para o inimigo.

Pensando assim, ore:
"Senhor, livra-me do mal de atentar para uma proposta de satisfação legítima mas que não proceda de Ti; de achar que sou melhor do que os outros; de pensar em satisfazer o meu desejo antes de atender a necessidade de um irmão; de não obedecer ou não honrar a Tua vontade; de analisar o mundo e as situações de acordo com as minhas conveniências. Livra-me do mal, Senhor, da infidelidade, do orgulho e do preconceito para com os que ainda não te conhecem; de perder tanto tempo e dinheiro com o que não tem valor; de julgar segundo as aparências; de não me importar em conhecer para entender e esclarecer. Livra-me do mal das falsas motivações; das dissimulações; do dolo e da mentira oportuna. Livra-me do mal da maledicência; da indiferença; da insatisfação com o que o Senhor me dá; da conformidade com a violência reinante; da impaciência com tudo e com todos; de minhas atitudes pedantes; da minha falta de atenção com os necessitados; de responder antes de pensar; de demonstrações iracundas; de reações coléricas. Livra-me do mal da falta de domínio próprio; de fraquejar na fé em momentos de dificuldade; de confiar mais na minha força do que na Tua Palavra; de falar o que não devo; do mal da murmuração; da procrastinação; da desistência; de me acovardar em tempos difíceis; da amargura e do rancor; do pensamento vingativo. Livra-me do mal da soberba; da presunção; da malícia; da calúnia; da inveja; da avareza; de difamar um irmão para me sentir superior; do cinismo; da impureza; das discussões; de dividir o Corpo com minhas opiniões. Livra-me do mal de achar que posso Te controlar; de não olhar para o Senhor como deveria; de pensar que sou merecedor ou que tenho algum mérito em mim mesmo. Livra-me do mal de sequer atentar para a inclinação soberba da minha carne; de não confiar em Ti; de dar preferência a ensinos e tradições humanas; de não considerar e não compreender a Tua magnitude e o Teu poder; de querer que o Senhor esteja às minhas ordens para satisfazer a minha vontade. Livra-me Senhor do mal."

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reconhecendo nossa dependência espiritual


E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO. (MATEUS 6.13A)

A oração do Pai nosso não dá espaço para o individualismo. Você notou como ela toda é feita no plural? Certamente Jesus estava querendo nos despertar para um sentimento de coletividade. O apóstolo Paulo também trata disto quando diz em Filipenses 2.4:

Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Precisamos nos recordar de que os ouvintes originais estavam debaixo de uma aliança condicional (andem bem que vai tudo bem), e que os benefícios colhidos pelo cumprimento desta aliança visava, sobretudo, o bem estar da nação além de servir de testemunho para todos os povos.

Contextualizando este pedido, assim como a súplica pelo pão nosso, este aqui também nos chama a atenção para a nossa responsabilidade social e cuidado do Corpo como um todo. Lembre-se que pela analogia do corpo, se um membro padece, todo o corpo sofre.

A tradução literal desta passagem seria algo como: não nos induzas à tentação. Isto pode nos dar margem a duas interpretações. A primeira é que Deus nos leva a tropeçar, como quem ocupa uma posição de tentador. Mas Tiago diz que Deus a ninguém tenta (Tiago 1.13,14), por isto esta interpretação está descartada. A segunda, é que Deus soberanamente permite a tentação como forma de provação. Isto é perfeitamente possível, pois o próprio Senhor Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. Vemos na Palavra que mesmo sendo Deus, Jesus foi tentado como homem (Hebreus 4.15) e suas orações nos mostram que Ele dependia constantemente do Pai, portanto não é difícil imaginar que Jesus orava ao Pai para que não o permitisse cair quando tentado pelo inimigo.

Em nenhum lugar a Bíblia diz que não sofreremos tentações. Paulo adverte mui sabiamente em 1Coríntios 10.12: Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. Então ele completa, não sei se para o nosso consolo ou para o nosso desespero:

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1 Coríntios 10.13).

Como toda tradução também é uma interpretação, nossas Bíblias trazem: não nos deixe cair em tentação. Cair em tentação significa dizer que a proposta que está sendo apresentada é melhor do que a que Deus tem para nós. Penso o seguinte: se Deus nos provê livramento junto com as nossas tentações para que nós a suportemos, significa que quando pecamos, fazemos deliberadamente.

Sofremos e continuaremos a sofrer. Jesus sofreu muitas tentações, e não foram apenas 40 dias, como alguém pode pensar. Creio que Ele sofreu muitas tentações, a vida toda, com maior intensidade do que nós e não pecou! O que aconteceria se ele caísse? Não estaríamos aqui lendo este devocionário hoje.

Trazendo mais para perto de nós, numa aplicação mais pessoal, podemos entender duas coisas neste pedido. Primeiro é: Senhor, não permita que eu seja tentado nesta ou naquela área. Cada um sabe de suas fraquezas, e um pedido sincero pode te ajudar a tratar preventivamente com o pecado. A segunda é: Estou sendo tentado, não permita que eu caia. Peça discernimento para compreender até que ponto você está buscando algo bom e perfeitamente aceitável e a partir de que ponto passa a ser pecado. Às vezes a nossa busca por justiça pode nos levar a tentação da vingança, por exemplo. Senhor, não nos deixes cair em tentação. Nem eu e nem meu irmão.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Oportunidade para acertar nossas pendências



...ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES (MATEUS 6.12B)

Todo pecado é uma dívida. Penso ainda que a questão do acerto de contas tem sido um peso para muitos seres humanos por toda a história. Pense em quantas vidas foram ceifadas por vingança e quantos relacionamentos destruídos por causa de ofensas. É interessante notar que nesta oração, Jesus mostra para nós os dois lados desta moeda: somos devedores, mas também há aqueles que nos devem.

A penúria deste litígio é tamanha que seus discípulos chegaram a interpelá-lo: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Ao quantificar, Pedro tenta estabelecer uma tolerância para a paciência, mas da forma mais piedosa possível (7 vezes é perdão pra caramba!). Para surpresa de todos, Jesus extrapola: ...até setenta vezes sete! (Mateus 18.21,22).

No AT, a ideia de perdão era algo tão elevado que só cabia a Deus. Quando o Senhor estabeleceu olho por olho, dente por dente, Ele estava determinando que, na busca por justiça, a pessoa não poderia ir além do dano sofrido. No NT, Jesus amplia a velha questão do acerto de contas e surpreendentemente, estende a “possibilidade de perdoar” a todos os homens.

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas (Marcos 11.25).

Infelizmente, até hoje, muitos crentes vivem amargurados pois não sabem que há esta possibilidade! Mais para frente, ao contar a parábola do credor incompassivo Jesus eleva o perdão ao próximo de possibilidade para praticamente uma obrigação (leia Mateus 18.24-35). Apelando para o nosso senso de justiça, leva-nos a meditar em nossas atitudes comparadas com a atitude mesquinha e egoísta daquele servo que foi perdoado de uma dívida impagável, mas não teve misericórdia de um semelhante que lhe devia uma “mixaria”. Vemos que quando retribuímos o perdão que recebemos de Deus, o Seu Nome é santificado!

Também aprendemos com esta parábola que durante nossa vida seremos ofendidos inúmeras vezes. Pode ser que isto aconteça por meio daqueles que mais amamos, e quando isto acontece, gera maior decepção ainda. Porém, estejamos conscientes de que deveremos perdoar tantas vezes quanto formos ofendidos, pois quanto àquela nossa dívida impagável, já fomos perdoados. Paulo nos revela em Colossenses 2.14 que o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, foi totalmente cancelado quando Cristo removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz. Ou seja, nosso débito já foi quitado na cruz . Podemos questionar: Por que alguém cancelaria a dívida de outrem? No caso de Deus a resposta é graça e misericórdia. E o que Deus espera “em troca”? Nada além do nosso reconhecimento e gratidão. Fomos perdoados para perdoar, e é isto que Jesus está querendo nos ensinar. Paulo compreendeu esta lição e concluiu:

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós (Colossenses 3.13).