quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Senhor é nosso libertador




MAS LIVRA-NOS DO MAL (MATEUS 6.13B)
O mal nem sempre se apresenta como algo terrível como o genocídio promovido por Adolf Hitler aos judeus na segunda grande guerra. Aprendi com minha mãe que o mal também pode se apresentar de forma mais branda, como quando ela ameaçava “acabar com minha raça” se eu aprontasse de novo...

Brincadeiras à parte, devemos entender e considerar o mal em todas as suas dimensões. A palavra grega que foi traduzida por mal (poneros) é usada no caso nominativo, e isto geralmente denota um título, indicando que Jesus está provavelmente se referindo a Satanás. Mas como o tinhoso é a personificação de todo o mal, não podemos nos limitar à ideia míope de que ele só nos tenta na área sexual e seus ataques não vão além de doenças, acidentes e desemprego. A própria palavra poneros traz uma gama de interpretações como fadiga, aborrecimentos, tormento, perigo, ameaças a fidelidade e fé, causa de dores e de problemas, natureza ou condição má, além dos males de origem física (doenças), e num sentido ético maldade, ruindade e iniquidade.

São três os elementos que agem conjuntamente para disseminar o mal e contaminar toda a humanidade. Estes três são conhecidos como o mundo, a carne e o diabo. Agora entenda o seguinte: nem o curso deste mundo e nem o império do diabo conseguiremos modificar. Mas a nossa carne, esta sim devemos mortificar. É isto que Deus deseja, foi para isto que Cristo morreu na cruz e é por isto que Ele enviou o Espírito Santo para habitar em nós. Devemos compreender e depender diária e continuamente do Espírito para lutar contra os impulsos da nossa carne, e novamente, não estou me referindo apenas à sexualidade humana. Em 1João 2.16 o apóstolo nos adverte que tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, aonde se escondem estas coisas senão dentro de nós mesmos? Este mal reside em nós e Satanás quer utilizar-se (e muitas vezes consegue) desta velha natureza para nos levar à rebelião. Concupiscência, cobiça e soberba: esta é a inclinação da nossa carne. Negar este mal já conta ponto para o inimigo.

Pensando assim, ore:
"Senhor, livra-me do mal de atentar para uma proposta de satisfação legítima mas que não proceda de Ti; de achar que sou melhor do que os outros; de pensar em satisfazer o meu desejo antes de atender a necessidade de um irmão; de não obedecer ou não honrar a Tua vontade; de analisar o mundo e as situações de acordo com as minhas conveniências. Livra-me do mal, Senhor, da infidelidade, do orgulho e do preconceito para com os que ainda não te conhecem; de perder tanto tempo e dinheiro com o que não tem valor; de julgar segundo as aparências; de não me importar em conhecer para entender e esclarecer. Livra-me do mal das falsas motivações; das dissimulações; do dolo e da mentira oportuna. Livra-me do mal da maledicência; da indiferença; da insatisfação com o que o Senhor me dá; da conformidade com a violência reinante; da impaciência com tudo e com todos; de minhas atitudes pedantes; da minha falta de atenção com os necessitados; de responder antes de pensar; de demonstrações iracundas; de reações coléricas. Livra-me do mal da falta de domínio próprio; de fraquejar na fé em momentos de dificuldade; de confiar mais na minha força do que na Tua Palavra; de falar o que não devo; do mal da murmuração; da procrastinação; da desistência; de me acovardar em tempos difíceis; da amargura e do rancor; do pensamento vingativo. Livra-me do mal da soberba; da presunção; da malícia; da calúnia; da inveja; da avareza; de difamar um irmão para me sentir superior; do cinismo; da impureza; das discussões; de dividir o Corpo com minhas opiniões. Livra-me do mal de achar que posso Te controlar; de não olhar para o Senhor como deveria; de pensar que sou merecedor ou que tenho algum mérito em mim mesmo. Livra-me do mal de sequer atentar para a inclinação soberba da minha carne; de não confiar em Ti; de dar preferência a ensinos e tradições humanas; de não considerar e não compreender a Tua magnitude e o Teu poder; de querer que o Senhor esteja às minhas ordens para satisfazer a minha vontade. Livra-me Senhor do mal."

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reconhecendo nossa dependência espiritual


E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO. (MATEUS 6.13A)

A oração do Pai nosso não dá espaço para o individualismo. Você notou como ela toda é feita no plural? Certamente Jesus estava querendo nos despertar para um sentimento de coletividade. O apóstolo Paulo também trata disto quando diz em Filipenses 2.4:

Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Precisamos nos recordar de que os ouvintes originais estavam debaixo de uma aliança condicional (andem bem que vai tudo bem), e que os benefícios colhidos pelo cumprimento desta aliança visava, sobretudo, o bem estar da nação além de servir de testemunho para todos os povos.

Contextualizando este pedido, assim como a súplica pelo pão nosso, este aqui também nos chama a atenção para a nossa responsabilidade social e cuidado do Corpo como um todo. Lembre-se que pela analogia do corpo, se um membro padece, todo o corpo sofre.

A tradução literal desta passagem seria algo como: não nos induzas à tentação. Isto pode nos dar margem a duas interpretações. A primeira é que Deus nos leva a tropeçar, como quem ocupa uma posição de tentador. Mas Tiago diz que Deus a ninguém tenta (Tiago 1.13,14), por isto esta interpretação está descartada. A segunda, é que Deus soberanamente permite a tentação como forma de provação. Isto é perfeitamente possível, pois o próprio Senhor Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. Vemos na Palavra que mesmo sendo Deus, Jesus foi tentado como homem (Hebreus 4.15) e suas orações nos mostram que Ele dependia constantemente do Pai, portanto não é difícil imaginar que Jesus orava ao Pai para que não o permitisse cair quando tentado pelo inimigo.

Em nenhum lugar a Bíblia diz que não sofreremos tentações. Paulo adverte mui sabiamente em 1Coríntios 10.12: Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. Então ele completa, não sei se para o nosso consolo ou para o nosso desespero:

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1 Coríntios 10.13).

Como toda tradução também é uma interpretação, nossas Bíblias trazem: não nos deixe cair em tentação. Cair em tentação significa dizer que a proposta que está sendo apresentada é melhor do que a que Deus tem para nós. Penso o seguinte: se Deus nos provê livramento junto com as nossas tentações para que nós a suportemos, significa que quando pecamos, fazemos deliberadamente.

Sofremos e continuaremos a sofrer. Jesus sofreu muitas tentações, e não foram apenas 40 dias, como alguém pode pensar. Creio que Ele sofreu muitas tentações, a vida toda, com maior intensidade do que nós e não pecou! O que aconteceria se ele caísse? Não estaríamos aqui lendo este devocionário hoje.

Trazendo mais para perto de nós, numa aplicação mais pessoal, podemos entender duas coisas neste pedido. Primeiro é: Senhor, não permita que eu seja tentado nesta ou naquela área. Cada um sabe de suas fraquezas, e um pedido sincero pode te ajudar a tratar preventivamente com o pecado. A segunda é: Estou sendo tentado, não permita que eu caia. Peça discernimento para compreender até que ponto você está buscando algo bom e perfeitamente aceitável e a partir de que ponto passa a ser pecado. Às vezes a nossa busca por justiça pode nos levar a tentação da vingança, por exemplo. Senhor, não nos deixes cair em tentação. Nem eu e nem meu irmão.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Oportunidade para acertar nossas pendências



...ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES (MATEUS 6.12B)

Todo pecado é uma dívida. Penso ainda que a questão do acerto de contas tem sido um peso para muitos seres humanos por toda a história. Pense em quantas vidas foram ceifadas por vingança e quantos relacionamentos destruídos por causa de ofensas. É interessante notar que nesta oração, Jesus mostra para nós os dois lados desta moeda: somos devedores, mas também há aqueles que nos devem.

A penúria deste litígio é tamanha que seus discípulos chegaram a interpelá-lo: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Ao quantificar, Pedro tenta estabelecer uma tolerância para a paciência, mas da forma mais piedosa possível (7 vezes é perdão pra caramba!). Para surpresa de todos, Jesus extrapola: ...até setenta vezes sete! (Mateus 18.21,22).

No AT, a ideia de perdão era algo tão elevado que só cabia a Deus. Quando o Senhor estabeleceu olho por olho, dente por dente, Ele estava determinando que, na busca por justiça, a pessoa não poderia ir além do dano sofrido. No NT, Jesus amplia a velha questão do acerto de contas e surpreendentemente, estende a “possibilidade de perdoar” a todos os homens.

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas (Marcos 11.25).

Infelizmente, até hoje, muitos crentes vivem amargurados pois não sabem que há esta possibilidade! Mais para frente, ao contar a parábola do credor incompassivo Jesus eleva o perdão ao próximo de possibilidade para praticamente uma obrigação (leia Mateus 18.24-35). Apelando para o nosso senso de justiça, leva-nos a meditar em nossas atitudes comparadas com a atitude mesquinha e egoísta daquele servo que foi perdoado de uma dívida impagável, mas não teve misericórdia de um semelhante que lhe devia uma “mixaria”. Vemos que quando retribuímos o perdão que recebemos de Deus, o Seu Nome é santificado!

Também aprendemos com esta parábola que durante nossa vida seremos ofendidos inúmeras vezes. Pode ser que isto aconteça por meio daqueles que mais amamos, e quando isto acontece, gera maior decepção ainda. Porém, estejamos conscientes de que deveremos perdoar tantas vezes quanto formos ofendidos, pois quanto àquela nossa dívida impagável, já fomos perdoados. Paulo nos revela em Colossenses 2.14 que o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, foi totalmente cancelado quando Cristo removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz. Ou seja, nosso débito já foi quitado na cruz . Podemos questionar: Por que alguém cancelaria a dívida de outrem? No caso de Deus a resposta é graça e misericórdia. E o que Deus espera “em troca”? Nada além do nosso reconhecimento e gratidão. Fomos perdoados para perdoar, e é isto que Jesus está querendo nos ensinar. Paulo compreendeu esta lição e concluiu:

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós (Colossenses 3.13).

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O pão do céu



ENTÃO, LHE DISSERAM: SENHOR, -NOS SEMPRE DESSE PÃO. DECLAROU-LHES, POIS, JESUS: EU SOU O PÃO DA VIDA; O QUE VEM A MIM JAMAIS TERÁ FOME; E O QUE CRÊ EM MIM JAMAIS TERÁ SEDE. (LEIA JOÃO 6.28 A 58)

Para que orar se podemos nos preocupar? Quantos em algum momento de suas vidas já não pensaram assim? Se não pensaram, pelo menos assim agiram sem pensar. Quantos de nós andamos ansiosos, preocupados com o dia de amanhã? Quantos de nós, em algum momento, deixamos de nos alegrar com o que Deus já nos deu porque não temos o que Ele ainda não deu? E talvez nem dê! Conforme vimos, Deus não está comprometido com nossos luxos, mas sim com o que é essencial para viver. Quando Jesus avisou: não andeis ansiosos pela vossa vida, Ele referia-se justamente ao que haveis de comer ou beber; e também pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. E a pergunta que Ele dispara na sequência, deveria nos levar refletir um pouco neste assunto. Pare e pondere
:
Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? (Mateus 6.25)

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? (Mateus 6.27)

Só paramos de nos preocupar quando nos sentimos satisfeitos; e quando estamos satisfeitos estamos felizes. Pessoas insatisfeitas são pessoas infelizes. Pessoas infelizes nunca estão satisfeitas com o que Deus lhe dá. Então Jesus nos ensina o segredo de uma vida feliz: ...buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6.33). Deus está dizendo: cuide das minhas prioridades que eu cuido das suas necessidades, ok?

Busque algo mais nobre. Uma vez que o nosso pão cotidiano está garantido, de que sentimos falta? Note o que Jesus respondeu a Satanás durante Sua tentação no deserto em Mateus 4.4:

Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

Jesus viveu neste mundo, mas não seguia o curso deste mundo. Ele “preocupava-se” com coisas muito mais elevadas, com o reino de Deus, em como agradar a Deus, com a vontade do Pai. O que o mantinha vivo era isto. Alimento físico é útil para um dia. No dia seguinte precisamos mais. Ele nos conserva vivos (corpo), mas não são essenciais para a alma. O que alimenta e satisfaz a nossa alma, segundo Jesus, é fazer a vontade de Deus.

Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra (João 4.32-34).

Devemos ansiar por isto! E também almejar pelo dia em que todos terão fome e sede de beber da fonte de água viva e comer do pão que vem do céu. Todos nós já o comemos, e precisamos continuar nos alimentando dele diariamente. Muitos, mas muitos mesmo, nunca provaram deste pão, nunca beberam desta fonte. Estão morrendo de sede e de fome.

Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR (Amós 8.11).

Habitue-se com a ideia de que o pão nosso de cada dia é muito mais do que o alimento físico para o desenvolvimento do nosso corpo. É o Pão do céu que nosso Pai nos dá. Preocupamo-nos com coisas tão superficiais e nos esquecemos do que realmente tem valor. Fale, compartilhe, reparta o pão, dê de comer e de beber a quem tem fome e sede.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Despertando nossa consciência de corpo

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


TODOS OS QUE CRERAM ESTAVAM JUNTOS E TINHAM TUDO EM COMUM. (LEIA ATOS 2.42-47)

Soube do caso verídico de um missionário que passou por uma igreja testemunhando as necessidades do campo que ele trabalhava, pedindo encarecidamente ajuda dos irmãos. Não obteve retorno. Mas no domingo seguinte, a mesma igreja ouvia extasiada o testemunho de um dos membros que glorificava a Deus pelo carro importado novinho que Ele havia lhe dado de presente!

Casos como estes acontecem aos montes, diariamente por aí. Alguns podem ter dificuldade para aceitar o fato de que Deus faria tamanha injustiça. Eu também. Outros podem pensar: não é o mesmo Deus! Mas creio que é. Creio que o Deus que deu recursos para o irmão que comprou um carro importado é o mesmo que levou o missionário necessitado àquela igreja. Entende a ligação?

Quero com isto chamar a atenção para o detalhe de que quando Jesus nos ensinou a pedir pelo pão diário, nos instruiu a pedir para “nós”. Isto significa que se Ele me dá a mais, é para repartir com quem não tem! O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, diz que nós somos os responsáveis pelo suprimento do corpo de Cristo. Permitir que um semelhante morra de fome num mundo tão rico é o atestado de falência da sociedade humana; agora, permitir que um irmão passe fome no seio da igreja é não somente escrever o nosso atestado de falência, mas acima de tudo um pecado intolerável!

Podem me chamar de cético, mas penso que dificilmente Deus faça aparecer milagrosamente comida na despensa do irmão necessitado. Sei que Ele pode fazê-lo, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvida alguma que Deus quer utilizar o Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja, Seus representantes aqui na Terra para suprir as necessidades mais essenciais dos membros deste corpo, e por isso Ele deixou instruções claras na Sua Palavra, porém nem sempre acatadas.

O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre (Provérbios 22.9)

Leia o capítulo 2 da espístola de Tiago escreveu. Destaco aqui o verso 14:

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?

Já testemunhei casos de ímpios que tem sustentado a obra missionária. Glória a Deus por isto, vergonha para nós! Novamente: a maneira que Deus quer usar para suprir sua igreja é através da própria igreja. E não só a Sua própria igreja, mas também o mundo. Pare um pouco para pensar nestes textos:

Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício. (Provérbios 19.17)

O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. (Provérbios 21.13)

Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. (Provérbios 29.7)

Não podemos ficar indiferentes a isto. Somos chamados para ser sal e luz, fazer diferença neste mundo em que vivemos. Só assim a vontade de Deus estará sendo feita, só assim o Seu nome será santificado. Pense no que santifica o nome de Deus: eu ter muitas bênçãos ou eu distribuir muitas bênçãos? Eu ser próspero ou eu ser uma fonte de prosperidade para outros também? Se Deus é bom porque nos abençoou, então devemos ser abençoadores também. Não com insensatez, distribuindo dinheiro para indolentes, mas como vimos acima: devemos nos informar da causa do pobre.

Para que o Nome de Deus seja santificado, façamos Sua vontade. Para que o Nome de Deus seja santificado, reconheçamos que o pão seja de cada dia; e que não seja somente meu, mas seja nosso.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Reconhecendo nossa dependência física

                                              
ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com
                                                                
  O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE
   (MATEUS 6.11)
Conta-se a história de uma viúva bem pobrezinha que estava orando pelo pão diário, pois não tinha nada para comer. Um gaiato, passando ao lado da casa daquela senhora, ouviu o seu lamento e resolveu pregar-lhe uma peça: comprou um pão na padaria e jogou-o pela janela para ver a sua reação. Quando a viúva abriu os olhos e viu aquele pão bem na sua frente começou a glorificar a Deus em alta voz. O gaiato então começou a zombar da fé da velhinha, mas esta não se deixou vencer e soltou: "É... pode até ser que você tenha jogado este pão aqui. Mas uma coisa é certa: eu pedi pão a Deus e Ele me deu!"

Ao ensinar O pão nosso de cada dia dá-nos hoje Jesus quer que aprendamos a não colocar a confiança de nossa subsistência em nada além do Pai. Ao paramos para meditar neste pedido não podemos deixar de pensar na contrastante realidade que vivemos hoje, comparada com a dos ouvintes originais. Vivemos numa sociedade abastada, temos estoque de comida em nossas casas e, caso falte uma lata de leite condensado que seja, basta nos dirigirmos ao supermercado mais próximo. Isto pode ser um perigo em termos de senso de dependência de Deus! Hoje estamos mais para Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

Ao pedir pão, Jesus quer que aprendamos que Deus supre nossas necessidades mais básicas, mas não tem compromisso com nossos luxos. Seu compromisso é com nosso pão! Agora pense um pouco: Ele tem dado algo mais do que pão? No que temos usado este algo mais?

Certamente, nenhum de nós quererá ouvir a voz de Deus neste tom: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12.19-20). Creio, então, que nós (ricos e abastados do século XXI), devemos olhar com mais atenção para este pedido com profunda gratidão no coração, cientes de que este pão cotidiano é Deus quem nos dá.

É oportuno lembrar que, mesmo para a multidão que ouvia Jesus, Deus já os havia alertado sobre este perigo. Israel já havia experimentado o cuidado de Deus neste aspecto, quando Ele milagrosamente mandava diariamente o alimento necessário para o seu povo: o maná no deserto. Às portas de entrada da terra prometida, Deus lhes faz uma séria advertência (Leia Deuteronômio 8.11-17):
Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.

Atribuir a garantia do pão diário graças à segurança do nosso emprego ou da situação econômica estável que nosso país atravessa, chama-se idolatria. Aqueles que assim o fazem entram em pânico quando algo de errado acontece com seu ídolo ($$$). Precisamos reconhecer que se temos uma fonte de renda que assegura nosso alimento, é porque Deus nos capacitou e proveu esta fonte; se o país atravessa uma boa fase econômica, é porque Deus assim tem permitido.

Precisamos cultivar o pensamento daquela viúva: "Pode até ser que eu tenha um bom emprego... Mas uma coisa é certa: Tenho pedido pão para Deus e Ele tem me suprido."

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Só para não esquecer

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

PORQUE QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE MEU PAI CELESTE, ESSE É MEU IRMÃO, IRMÃ E MÃE. (MATEUS 12.50)

De todas as petições que compõe o ‘Pai nosso’a mais importante é esta: “Senhor, faça a sua vontade aqui na terra como é feita no céu.” Se repararmos bem, notaremos que todo conteúdo desta oração move-se para que o nome de Deus seja santificado. Não é isso que deve acontecer?

C. S. Lewis em sua obra “O Grande Abismo” afirma o seguinte: "Há dois tipos de pessoas: as que, em submissão e amor, dizem a Deus 'Seja feita a Tua vontade' e aquelas a quem o próprio Deus diz: "seja feita a sua vontade.'" O primeiro tipo diz respeito àqueles que tanto desejam que o nome de Deus seja santificado quanto se empenham em buscar a sua santificação pessoal. É uma via de mão dupla. Além disto, este pedido também requer duas atitudes de nossa parte. Uma é ativa, outra passiva. Na primeira, somos nós quem buscamos conhecer e nos empenhamos a fazer a vontade de Deus. Na segunda, simplesmente aceitamos que a vontade dEle seja feita em nossas vidas. Algumas coisas que nos acontece são boas, outras nem tanto. Quanto a isto, lemos em Romanos 8.28-29 (creio eu que, aqui, colocado sob a perspectiva correta):

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Um grande exemplo de homem de oração que temos nas Escrituras é Neemias. Leia o livro de Neemias e veja como este servo do Senhor constantemente buscava a Deus em oração, em toda e qualquer situação. Neemias conhecia a vontade de Deus, confiava nEle e buscava fazer Sua vontade mesmo diante de barreiras, insultos, desânimo, perseguição, difamação...

Quem sabe você passe por momentos difíceis e que certamente trarão alguma decepção. Saiba que oposição é uma constante na vida daqueles que se propõe a fazer a vontade de Deus, mas se você está agindo de acordo com o que Deus quer pode ficar tranquilo. A vontade de Deus para nossa vida não é algo difícil, complicado ou místico. Alguns textos nos ensinam claramente a este respeito, como por exemplo:

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição (1 Ts 4.3).

Como Paulo estava escrevendo para a igreja, não creio que estivesse se referindo ao comércio sexual do corpo, forma mais conhecida do pecado da prostituição, mas falando figuradamente aos cristãos como ‘infidelidade a Deus’ (conf. Jr 3.6-13; Ez 16.1-41). E em outro trecho da mesma carta, o apóstolo diz:

Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (1 Ts 5.18).

Desafio você a procurar outros textos que falam sobre a vontade de Deus para sua vida. Mas olhando apenas para estes dois, você tem base para acreditar que se for fiel a Deus e manter um espírito de gratidão e reconhecimento pelo que Ele é, muita coisa mudará em sua vida. Esta era a oração de Paulo por toda a igreja (Cl 1.9). Para finalizar (e não esquecer) lemos em Efésios 6.6:
...não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ansiosos pelo reino de Deus


ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

VENHA O TEU REINO... (MATEUS 6.10A)
 

Na cultura hebraica do AT o nome representa o caráter ou uma característica da pessoa. Quando Moisés perguntou a Deus o seu nome, Ele prontamente respondeu: YHWH, palavra cuja pronúncia se perdeu no tempo, mas carregada de significado:

Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. (Êxodo 3.14)


YHWH diz exatamente quem Deus é: “O Eterno”, que existe por si mesmo, que não tem princípio nem fim. Note: Deus não está dizendo “Eu serei o que você quiser que eu seja”, ainda que alguém pense ou deseje isto. Não é Ele quem tem que se ajustar às nossas vontades, mas somos nós quem devemos nos alinhar à dEle, pois qualquer coisa fora da vontade do Pai simplesmente não subsistirá! Por isso pedimos Venha o teu reino... No reino de Deus Sua vontade é plenamente feita. Isto nos leva a uma pergunta: conseguiremos um dia ver este reino plenamente implantado aqui na terra na condição que nos encontramos? A resposta é não!
Diferente do governo humano que os judeus esperavam que Jesus restaurasse, o de Deus não tem nada a ver com este atual sistema, conforme o Senhor relatou:


 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo (Jo 18.36).

O reino de Deus é de paz, amor, justiça, humildade, liberdade, generosidade, onde há transparência, tolerância com as diferenças, inconformidade com a indiferença, solidário, fraternal, autêntico, teocêntrico, infinito, (...), ou seja: definitivamente não é deste mundo.


Então, nos vem em mente outras questões: Por que pedir “Venha o teu reino...”? Já não está na hora de Deus fazer alguma coisa por este mundo? Vemos diariamente tanto horror e tanta barbaridade sendo feita na face da Terra. Até quando isto acontecerá? Angustiamo-nos diante das misérias humanas.


Estas observações são válidas, mas mostram um pouco de nossa ignorância da história humana. Acredite, o que estamos vendo agora é "café pequeno" diante do que Deus já assistiu nestes últimos 10.000 anos de história. Depois, isto não é nada perto do que ainda está por vir (e Deus o sabe)!


Aí vem a terceira bateria de dúvidas: Então para que pedir que “Venha o teu reino...”? Que Deus nos ajude, que mude esta situação? Não é perda de tempo? Novamente a resposta é não! Num primeiro momento, orando ao Senhor neste sentido, estamos derramando nossos corações aflitos com tamanha iniquidade. Conforme já tratamos, não estamos informando a Ele quanta coisa ruim está acontecendo e nem querendo dizer o que deve ser feito. Apenas demonstramos nossa “fome e sede por justiça” (não confundir com vingança), nossa angústia e inconformidade com tudo aquilo de mal que a natureza humana produz. 


Quanto a isto, Jesus diz: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos (Mateus 5.6).

Ademais, diante deste pedido, devemos examinar o nosso coração e nos questionar: o que tenho feito? Tenho me conformado com os padrões deste mundo? Seguindo o seu curso? Preocupado mais com o meu reino? O que tenho feito para diminuir a miséria e a injustiça? O que mais me preocupa? Meu salário? Minha saúde? Meus bens? Realmente anseio que o reino de Deus venha? Sobre a minha vida?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ele é Santo!

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME. (MATEUS 6.9C)

Depois de estabelecer uma relação paternal com Deus, a declaração seguinte é mais do que uma simples constatação. Ao orar santificado seja o Teu nome, estamos puxando para nós a responsabilidade de, com as nossas vidas, demonstrar ao mundo o que já é fato. Estamos declarando que Ele é digno de toda glória e todo louvor e que a vontade dele é soberana, mas com isto, temos a obrigação de testemunhar esta verdade agindo de acordo com o que confessamos crer.

Este Deus a quem nos dirigimos é o Ser Supremo, único, infinito, criador e sustentador do universo. Ele é santo, justo, amoroso, perdoador e salvador dos que arrependidos, se voltam a Ele. O ateu diz que Deus não existe; o agnóstico diz que não podemos saber se Deus existe ou não. Pela fé, o crente sabe que Deus existe e afirma:

... Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28).

Ou seja, sem Deus, nós simplesmente não somos e nem existimos. Alguém já defendeu que o “Pai nosso” poderia ser resumido em apenas dois versículos:

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome... ...pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Esta seria a estrutura básica desta oração, sendo que o miolo nos apresenta as formas de santificar, ou declarar que o nome de Deus é Santo! Este é um atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito) que afirma que Ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito. Em Levíticos 11.44 lemos:

Eu sou (YHWH) o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.

Assim como Ele é, deseja também estender esta graça aos Seus. Porém há alguma diferença entre a santidade de Deus e a requerida a nós, que visa a separação (não contaminação) das coisas deste mundo, pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele.

Declarar santificado seja o teu nome e não viver uma vida santa como Ele quer de nós é uma tremenda incoerência. Conta-se que Alexandre, o grande, após ter vencido mais uma batalha, passava por sua tropa cumprimentando-os do grande feito, quando descobriu que um jovem havia se escondido na hora da luta. Ao constatar que aquele jovem também se chamava Alexandre, seu semblante se fechou advertindo duramente aquele que se acovardou: "Ou você muda de atitude ou muda de nome!"

Se somos cristãos, implica que temos um nome a zelar, e este nome não é o nosso nome. Podemos chamar Deus de nosso Pai, não porque temos algum mérito em nós mesmos, mas porque Ele nos adotou. Declaramos que Seu nome é Santo, apesar dos deslizes que cometemos no nosso dia a dia. Não obstante toda nossa imperfeição, de ainda estarmos inseridos neste mundo, Ele deseja ardentemente que tenhamos uma vida santa (separada) deste sistema que se chama "mundo".

Por isso Ele mesmo diz: ...Eu, o SENHOR que vos santifico, sou santo. E Sede santos, porque eu sou santo. (Levítico 21:8; 1 Pedro 1:16)

quarta-feira, 12 de junho de 2013



Cabe a nós dizer SIM ou NÃO para o "PECADO"

E se não fizeres bem, o pecado jaz á porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.  (Gn 4:7b)
  
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
 ( Tg 4:7)




E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7

Reconhecendo quem Deus é

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS. (MATEUS 6.9B)
Nossa vida deve ser uma vida de oração. Todos os crentes devem orar, e orar constantemente! Porém, não oramos como convém. Com isto, podemos subentender que podemos falhar na quantidade, qualidade, no foco, nas premissas, ou até mesmo numa visão equivocada de quem é Deus. Mas continuamos a orar, alguns com maior, outros com menor intensidade. Todos nós temos a necessidade de buscar o Senhor e motivos não nos faltam. Porém, aqueles que O buscam, devem fazê-lo com sinceridade de coração, com a motivação correta.

Quando Jesus nos ensinou a orar ele tinha mais alguma outra intenção além do uso que comumente fazemos da oração. Ele não estava preocupado apenas com o que sentimos. Estava preocupado com o que somos, e ao invés de projetar nossa mentalidade antropocêntrica para nossa vida de oração, Jesus inicia com a pessoa do Pai. Diferente de nós, Ele não estabelece limites para Deus, muito pelo contrário: Jesus ensina que Deus não é estranho ao homem – Ele é nosso Pai. Segundo, Deus não está restrito a um grupo seletivo – Ele é Pai daqueles que o buscam. Terceiro, Deus não está limitado a quatro paredes – Ele está nos céus! Jesus, então, estabelece este extraordinário reconhecimento de quem Deus é. Ele foi o único a descrevê-lO como Pai, estabelecendo assim uma diferença fundamental entre nós e as outras religiões. Nós podemos chamá-lO de Pai (não confundir com a banalização popular de que todo mundo é filho de Deus).


Queira ou não, toda a existência humana depende da soberana misericórdia de Deus. Isto está muito acima de uma simples experiência de paternidade humana, ainda mais que, por sermos imperfeitos (às vezes como filhos, às vezes como pais), este relacionamento fica seriamente comprometido. Algumas pessoas não conseguem aceitar Deus como Pai por causa do exemplo que tiveram em casa. Mas Deus não teme isto. Ele não se deixa limitar por causa das nossas limitações. Vejo que Deus ainda utiliza desta analogia por três motivos principais: (1) para revelar algumas de Suas características e atributos; (2) para nos ensinar o que é ser pai; (3) e também para construir esta relação conosco, nos proporcionando experiências com Ele


Ora Ele nos educa, ora disciplina, ora age como aquele pai que, apesar de todo seu conhecimento e experiência, senta-se ao lado de seu pequenino filho para ouvir pacientemente ele gaguejar a leitura de suas primeiras palavras, pega em sua mão para riscar com ele suas primeiras letras ou simplesmente ajudar a encaixar as pecinhas de seus bloquinhos de brinquedo.

Paulo, referindo-se a este relacionamento, escreve:
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba,Pai ( no original, Papai). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8.14-16)


Embora eu tenha sido um filho rebelde no passado, quando penso no meu pai, não posso deixar de lembrar que apesar de tudo o que fiz na minha adolescência, ele nunca deixou de me amar, me acolher, me alimentar. Por isso posso dizer que, se sou o que sou hoje, se estou onde estou, é porque ele não desistiu de mim.
Não sabemos orar como convém e tampouco nos comportar como convém. Mas pode ter certeza que nosso Pai que está nos céus está sempre disposto a nos ensinar a andar. 


Como crianças, muitas vezes tropeçamos e caímos. Se olharmos para o nosso pai, veremos ele ao nosso lado de mãos estendidas para nos ajudar a levantar. Precisamos aprender a cultivar algumas características inerentes às crianças, mas que infelizmente perdemos quando adultos, como: autenticidade, humildade, simplicidade e dependência.

terça-feira, 11 de junho de 2013


Quando reconhecemos nossas fraquezas e a expomos a Deus, abrimos o caminho para a cura divina! (J.S)

Ore assim!


ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

PORTANTO, VÓS ORAREIS ASSIM... (MATEUS 6.9A)

Se você quer aprender a orar, o último lugar que você deve olhar é para uma pessoa religiosa. Jesus mostra nestes dois tipos (o hipócrita e o gentio), a síntese da religiosidade humana. Tais pessoas desejam ser conhecidas por sua elevada espiritualidade e o fazem através de seus rituais bem elaborados. Normalmente impressionam as pessoas, que dizem: "veja como ele é espiritual, como é devotado." Também gostam de orar por longas horas, dizendo: "Deus gosta de orações assim!" Mas Jesus diz: "Está vendo como ele faz? Então não façam. Não tentem imitá-los. Não tem valor nenhum!"

Em Mateus 18.1-4, Ele disse que devemos ser como as crianças:
Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

A questão era sobre quem é o cara mais espiritual que existe. Não sei se estavam se restringindo àquele grupo ou se queriam saber “entre todos os homens.” Mas Jesus fechou o círculo e passou a lição: “Vou falar uma coisinha aqui entre vocês...” Queridos, isto diz respeito a nós também. Creio que uma das características que Jesus tinha em mente ao comparar-nos com uma criança, é que esta interage completamente com o pai. Chega ao pai sem rodeios, sem hipocrisia. A criança depende totalmente de seu pai e nele confia. Se ela precisar de algo, simplesmente pede. Não tem que ficar repetindo centenas de vezes: “quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água...” “Tá bom”, responde o pai, “não precisa repetir; eu compreendi desde a primeira vez que você pediu.”

Crianças tolas insistem muito, quando os pais, que já entenderam seu pedido da primeira vez, dizem não. Crianças mimadas e controladoras conseguem que os pais façam o que elas querem, mesmo contra a vontade deles. Não é este o caso com Deus, mas parece que o religioso não entende Deus. Não podemos domesticar Deus em nossos rituais religiosos. Mais uma vez Jesus deixa bem claro que o nosso Deus sabe muito bem de qualquer necessidade mesmo antes de ser pedida. Note também o que Davi escreve sobre este maravilhoso Deus onisciente em Salmos 139.1-4:

SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.

Não pense que precisamos informar a Deus sobre o que se passa com a gente. Às vezes ouço algumas orações que são verdadeiros boletins informativos, como se quiséssemos colocar Deus a par da situação. O que esperamos ouvir como resposta? Talvez algo como: “Servo bom e fiel, obrigado por me avisar. Não estava sabendo, mas tomarei as devidas providências!”

Se partirmos desta premissa – que o Senhor sabe de antemão as coisas que acontecerão conosco, começaremos a pensar em mudar o foco das nossas orações. Se você quer aprender a orar, olhe para Jesus. Ouça o que Ele tem a ensinar: Portanto, vós orareis assim...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Não como os gentios

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

E, ORANDO, NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES, COMO OS GENTIOS; PORQUE PRESUMEM QUE PELO SEU MUITO FALAR SERÃO OUVIDOS. NÃO VOS ASSEMELHEIS, POIS, A ELES; PORQUE DEUS, O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS. (MATEUS 6.7-8)
 

Em algumas situações de nossa experiência humana podemos não entender como ou porque fazer, mas se simplesmente soubermos como não fazer já estaria de bom tamanho! Talvez fosse esta a preocupação de Jesus, que “conhece um pouco” da religiosidade humana. Note que ele aborda dois extremos. Primeiro, o hipócrita, um mascarado religioso, que representa publicamente aquilo que ele não é. Em segundo, o gentio, que não conhece a Deus e desenvolveu seu próprio sistema de rezas e mantras para alcançar seu favor.

Jesus descreve as orações dos gentios como o balbuciar insistente e repetitivo de muitas palavras. O que podemos perceber aqui, é que este tipo de oração acontece já há milhares de anos. Conversando com uma seguidora do hinduísmo, ela me explicou que um mantra pode ser uma palavra ou algumas frases que devem ser repetidas constantemente para que através deste ritual você consiga “prender” os deuses com sua língua e assim dominá-los e tê-los consigo. Em certas divisões do cristianismo, esta ideia é bem parecida: rezar é um sacrifício que se faz, e através desta ação, movemos os santos (entidades espirituais) que intercederão por você a um Deus impessoal, e que está muito distante de nós.

É evidente, então, que os gentios não conhecem a Deus e suas vãs repetições denotam uma falta de conteúdo em suas orações. Além disto, estas “muitas palavras” sugerem certa sofisticação de técnicas e rituais. Uma vez que Jesus está nos exortando a não fazer como os gentios, significa que podemos encorrer no mesmo erro. Trazendo para mais perto de nós, o que isso pode significar, e como relacionamos isso às nossas orações?


Primeiro, muitas vezes oramos em “nome de”, mas às vezes sem o “pleno conhecimento de” ou “estarmos de acordo com a vontade de”. É possível sermos extremamente zelosos para com as coisas de Deus, mas com pouco ou sem nenhum entendimento das coisas de Deus.  É a isto que Paulo se referiu em Romanos 10.2, bem como Oséias 6.6:
Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
 

Isto nos leva a um segundo erro: nossas orações não passarem de repetidas petições ou recitações de belas frases litúrgicas sem efeito. Em terceiro lugar, e creio que este é o erro mais cometido, crer que precisamos ser insistentes para sermos ouvidos. No fundo, estamos transmitindo com isto que talvez Deus não tenha ouvido da primeira vez... e tenho que insistir com isto para Ele me atender! Pensamos que somente através de tanto falar é que acabaremos conquistando o favor de Deus que, caso eu não orasse, nada faria. Em resposta a esta pergunta, Jesus diz que nosso pai sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. (Vale a pena ler 1Reis 18.17-40 e Tiago 5.17.)

Lembre-se que estamos orando para nosso pai, o que implica que temos uma relação familiar com Deus. Nós fazemos parte de Sua vida, e Ele antecipa aquilo que nós precisamos. Devemos, portanto, chegar a Ele com toda humildade, simplicidade e sinceridade de coração. Podemos nos achegar a Ele em momentos de alegria ou de tristeza, de ansiedade ou de gratidão, na certeza de que Ele está nos ouvindo plenamente. 


Orar é um entregar-se a Deus na confiança de que Ele agirá no Seu próprio tempo à Sua própria maneira. Manipulação religiosa e espiritual não é necessária.

Mas se o nosso Pai sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, por que orar? Porque nós é quem precisamos exercitar a nossa fé e reconhecer quem Deus é, abrindo nosso coração em temor e dependência, lançando sobre Ele todas as nossas ansiedades.

sábado, 8 de junho de 2013

Intenção... Ação!

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


GUARDAI-VOS DE EXERCER A VOSSA JUSTIÇA DIANTE DOS HOMENS, COM O FIM DE SERDES VISTOS POR ELES; DOUTRA SORTE, NÃO TEREIS GALARDÃO JUNTO DE VOSSO PAI CELESTE. (MATEUS 6.1) 


Como vimos, quando agimos com imaturidade, Deus pode nos parecer ruim não dando o que tanto queremos, mas quando crescemos, entendemos que Ele tem o melhor reservado para nós, porque nos ama. A forma como Deus trabalha em nossa vida visa o nosso crescimento e aperfeiçoamento, por mais dura que a experiência possa ser e ainda que entre em choque com as tradições que aprendemos. É isto que nos ensina a Palavra.

O Sermão do monte é o primeiro grande discurso público de Jesus. Podemos dizer que ele foi um marco do início de Seus ensinamentos. É bom ter sempre em mente que ensinar foi o principal ensejo do seu ministério, conforme ele mesmo afirma:

Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim. (Marcos 1.38)

Uma característica notória no sermão do monte, é que Jesus quebra muitos paradigmas da velha religiosidade, inclusive na questão da oração. Lembre-se que é neste contexto que Cristo faz menção sobre este assunto pela primeira vez, contradizendo o velho conceito:

Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. (Mateus 5.44)

Ao entrarmos no capítulo 6 do livro de Mateus, Jesus deixa claro uma ideia que já estava implícita em toda sua mensagem: a falibilidade da justiça humana, suas motivações e o julgamento de Deus sobre estas coisas. Ao vermos (humanamente falando) homens praticando boas obras, como o dar esmolas, por exemplo, (6.1-4), não temos recursos para julgar suas reais intenções. Mas há algo que Deus vê e o homem não vê, que é o recôndito mais escuros e profundos do coração humano. É lá que, muitas vezes escondido sobre uma casca de bondade, ocultam-se nossas intenções mais enganosas. É disto que o profeta Jeremias se referia quando escreveu e logo completou:

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?
Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um
segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações. (Jeremias 17.9-10)

Estou cada vez mais convencido que Deus leva muito mais em conta nossas intenções do que nossas ações. Não podemos nos deixar enganar, nem pensar que podemos enganar a Deus. Leia o que Paulo diz:

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6.7-8)

O raciocínio é bem simples: se nossas intenções ao praticarmos qualquer ato de aparente bondade ou espiritualidade (sejam esmolas ou orações) forem outras senão o amor e temor ao Senhor, pode ter certeza: não valeram absolutamente nada para Deus. Se desejarmos o reconhecimento dos homens, é tudo o que obteremos. Ação é o que o mundo enxerga, intenção é o que Deus considera.