quinta-feira, 4 de julho de 2013

Encontrando um coração novo



“ Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ezequiel 11:19).

Um hino antigo contém essas palavras comoventes: “ O meu ser é vacilante: Toma-o, prende-o com amor, para que eu, a todo instante, glorifique a ti, SENHOR”.*

Muito de nós experimentam a tentação de desviar-se espiritualmente, afastar-se do DEUS que amamos. Coração e emoções podem ser muito enganosos, convencendo-nos facilmente de que desejamos o que outra pessoa possui, e não o que DEUS planejou para nós.

O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jeremias 17:9)

Há alguém, no entanto, que compreende quão emocionalmente fragmentado o coração pode vir a tornar-se, e ele prometeu dar-nos um coração inteiro. O que isso significa? É simples: DEUS promete que, ao lhe entregarmos o controle do coração, ele nos transformará de dentro para fora.

Se você acha que não pode desistir desse hábito destrutivo, desses pensamentos impróprios, desse relacionamento ilícito, busque a DEUS. Clame por ajuda. Peça que lhe dê um coração não fragmentado. DEUS é especialista em cirurgia espiritual de corações que se abrem para ele.

DEUS também promete eliminar os corações de pedra. Você já experimentou tanta dor e trauma na vida que decidiu nunca mais deixar-se magoar desse modo? Seu coração antes fervoroso com as coisas do SENHOR já se tornou frio e distante? Quando convidamos o ESPÌRITO DE DEUS a habitar verdadeiramente em nós, ele acende a lareira do nosso coração, e esse fogo não pode ser apagado. Peça a Deus hoje que acenda esse fogo em seu coração de modo a queimar toda insensibilidade e que ele o encha com seu amor.






*”Fonte és tu de toda benção”, hinário para o culto cristão (HCC), nº 17, Rio de Janeiro, Juerp, 1990. Biblia da mulher que ora.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Senhor é nosso libertador




MAS LIVRA-NOS DO MAL (MATEUS 6.13B)
O mal nem sempre se apresenta como algo terrível como o genocídio promovido por Adolf Hitler aos judeus na segunda grande guerra. Aprendi com minha mãe que o mal também pode se apresentar de forma mais branda, como quando ela ameaçava “acabar com minha raça” se eu aprontasse de novo...

Brincadeiras à parte, devemos entender e considerar o mal em todas as suas dimensões. A palavra grega que foi traduzida por mal (poneros) é usada no caso nominativo, e isto geralmente denota um título, indicando que Jesus está provavelmente se referindo a Satanás. Mas como o tinhoso é a personificação de todo o mal, não podemos nos limitar à ideia míope de que ele só nos tenta na área sexual e seus ataques não vão além de doenças, acidentes e desemprego. A própria palavra poneros traz uma gama de interpretações como fadiga, aborrecimentos, tormento, perigo, ameaças a fidelidade e fé, causa de dores e de problemas, natureza ou condição má, além dos males de origem física (doenças), e num sentido ético maldade, ruindade e iniquidade.

São três os elementos que agem conjuntamente para disseminar o mal e contaminar toda a humanidade. Estes três são conhecidos como o mundo, a carne e o diabo. Agora entenda o seguinte: nem o curso deste mundo e nem o império do diabo conseguiremos modificar. Mas a nossa carne, esta sim devemos mortificar. É isto que Deus deseja, foi para isto que Cristo morreu na cruz e é por isto que Ele enviou o Espírito Santo para habitar em nós. Devemos compreender e depender diária e continuamente do Espírito para lutar contra os impulsos da nossa carne, e novamente, não estou me referindo apenas à sexualidade humana. Em 1João 2.16 o apóstolo nos adverte que tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, aonde se escondem estas coisas senão dentro de nós mesmos? Este mal reside em nós e Satanás quer utilizar-se (e muitas vezes consegue) desta velha natureza para nos levar à rebelião. Concupiscência, cobiça e soberba: esta é a inclinação da nossa carne. Negar este mal já conta ponto para o inimigo.

Pensando assim, ore:
"Senhor, livra-me do mal de atentar para uma proposta de satisfação legítima mas que não proceda de Ti; de achar que sou melhor do que os outros; de pensar em satisfazer o meu desejo antes de atender a necessidade de um irmão; de não obedecer ou não honrar a Tua vontade; de analisar o mundo e as situações de acordo com as minhas conveniências. Livra-me do mal, Senhor, da infidelidade, do orgulho e do preconceito para com os que ainda não te conhecem; de perder tanto tempo e dinheiro com o que não tem valor; de julgar segundo as aparências; de não me importar em conhecer para entender e esclarecer. Livra-me do mal das falsas motivações; das dissimulações; do dolo e da mentira oportuna. Livra-me do mal da maledicência; da indiferença; da insatisfação com o que o Senhor me dá; da conformidade com a violência reinante; da impaciência com tudo e com todos; de minhas atitudes pedantes; da minha falta de atenção com os necessitados; de responder antes de pensar; de demonstrações iracundas; de reações coléricas. Livra-me do mal da falta de domínio próprio; de fraquejar na fé em momentos de dificuldade; de confiar mais na minha força do que na Tua Palavra; de falar o que não devo; do mal da murmuração; da procrastinação; da desistência; de me acovardar em tempos difíceis; da amargura e do rancor; do pensamento vingativo. Livra-me do mal da soberba; da presunção; da malícia; da calúnia; da inveja; da avareza; de difamar um irmão para me sentir superior; do cinismo; da impureza; das discussões; de dividir o Corpo com minhas opiniões. Livra-me do mal de achar que posso Te controlar; de não olhar para o Senhor como deveria; de pensar que sou merecedor ou que tenho algum mérito em mim mesmo. Livra-me do mal de sequer atentar para a inclinação soberba da minha carne; de não confiar em Ti; de dar preferência a ensinos e tradições humanas; de não considerar e não compreender a Tua magnitude e o Teu poder; de querer que o Senhor esteja às minhas ordens para satisfazer a minha vontade. Livra-me Senhor do mal."

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reconhecendo nossa dependência espiritual


E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO. (MATEUS 6.13A)

A oração do Pai nosso não dá espaço para o individualismo. Você notou como ela toda é feita no plural? Certamente Jesus estava querendo nos despertar para um sentimento de coletividade. O apóstolo Paulo também trata disto quando diz em Filipenses 2.4:

Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Precisamos nos recordar de que os ouvintes originais estavam debaixo de uma aliança condicional (andem bem que vai tudo bem), e que os benefícios colhidos pelo cumprimento desta aliança visava, sobretudo, o bem estar da nação além de servir de testemunho para todos os povos.

Contextualizando este pedido, assim como a súplica pelo pão nosso, este aqui também nos chama a atenção para a nossa responsabilidade social e cuidado do Corpo como um todo. Lembre-se que pela analogia do corpo, se um membro padece, todo o corpo sofre.

A tradução literal desta passagem seria algo como: não nos induzas à tentação. Isto pode nos dar margem a duas interpretações. A primeira é que Deus nos leva a tropeçar, como quem ocupa uma posição de tentador. Mas Tiago diz que Deus a ninguém tenta (Tiago 1.13,14), por isto esta interpretação está descartada. A segunda, é que Deus soberanamente permite a tentação como forma de provação. Isto é perfeitamente possível, pois o próprio Senhor Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. Vemos na Palavra que mesmo sendo Deus, Jesus foi tentado como homem (Hebreus 4.15) e suas orações nos mostram que Ele dependia constantemente do Pai, portanto não é difícil imaginar que Jesus orava ao Pai para que não o permitisse cair quando tentado pelo inimigo.

Em nenhum lugar a Bíblia diz que não sofreremos tentações. Paulo adverte mui sabiamente em 1Coríntios 10.12: Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. Então ele completa, não sei se para o nosso consolo ou para o nosso desespero:

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1 Coríntios 10.13).

Como toda tradução também é uma interpretação, nossas Bíblias trazem: não nos deixe cair em tentação. Cair em tentação significa dizer que a proposta que está sendo apresentada é melhor do que a que Deus tem para nós. Penso o seguinte: se Deus nos provê livramento junto com as nossas tentações para que nós a suportemos, significa que quando pecamos, fazemos deliberadamente.

Sofremos e continuaremos a sofrer. Jesus sofreu muitas tentações, e não foram apenas 40 dias, como alguém pode pensar. Creio que Ele sofreu muitas tentações, a vida toda, com maior intensidade do que nós e não pecou! O que aconteceria se ele caísse? Não estaríamos aqui lendo este devocionário hoje.

Trazendo mais para perto de nós, numa aplicação mais pessoal, podemos entender duas coisas neste pedido. Primeiro é: Senhor, não permita que eu seja tentado nesta ou naquela área. Cada um sabe de suas fraquezas, e um pedido sincero pode te ajudar a tratar preventivamente com o pecado. A segunda é: Estou sendo tentado, não permita que eu caia. Peça discernimento para compreender até que ponto você está buscando algo bom e perfeitamente aceitável e a partir de que ponto passa a ser pecado. Às vezes a nossa busca por justiça pode nos levar a tentação da vingança, por exemplo. Senhor, não nos deixes cair em tentação. Nem eu e nem meu irmão.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Oportunidade para acertar nossas pendências



...ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES (MATEUS 6.12B)

Todo pecado é uma dívida. Penso ainda que a questão do acerto de contas tem sido um peso para muitos seres humanos por toda a história. Pense em quantas vidas foram ceifadas por vingança e quantos relacionamentos destruídos por causa de ofensas. É interessante notar que nesta oração, Jesus mostra para nós os dois lados desta moeda: somos devedores, mas também há aqueles que nos devem.

A penúria deste litígio é tamanha que seus discípulos chegaram a interpelá-lo: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Ao quantificar, Pedro tenta estabelecer uma tolerância para a paciência, mas da forma mais piedosa possível (7 vezes é perdão pra caramba!). Para surpresa de todos, Jesus extrapola: ...até setenta vezes sete! (Mateus 18.21,22).

No AT, a ideia de perdão era algo tão elevado que só cabia a Deus. Quando o Senhor estabeleceu olho por olho, dente por dente, Ele estava determinando que, na busca por justiça, a pessoa não poderia ir além do dano sofrido. No NT, Jesus amplia a velha questão do acerto de contas e surpreendentemente, estende a “possibilidade de perdoar” a todos os homens.

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas (Marcos 11.25).

Infelizmente, até hoje, muitos crentes vivem amargurados pois não sabem que há esta possibilidade! Mais para frente, ao contar a parábola do credor incompassivo Jesus eleva o perdão ao próximo de possibilidade para praticamente uma obrigação (leia Mateus 18.24-35). Apelando para o nosso senso de justiça, leva-nos a meditar em nossas atitudes comparadas com a atitude mesquinha e egoísta daquele servo que foi perdoado de uma dívida impagável, mas não teve misericórdia de um semelhante que lhe devia uma “mixaria”. Vemos que quando retribuímos o perdão que recebemos de Deus, o Seu Nome é santificado!

Também aprendemos com esta parábola que durante nossa vida seremos ofendidos inúmeras vezes. Pode ser que isto aconteça por meio daqueles que mais amamos, e quando isto acontece, gera maior decepção ainda. Porém, estejamos conscientes de que deveremos perdoar tantas vezes quanto formos ofendidos, pois quanto àquela nossa dívida impagável, já fomos perdoados. Paulo nos revela em Colossenses 2.14 que o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, foi totalmente cancelado quando Cristo removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz. Ou seja, nosso débito já foi quitado na cruz . Podemos questionar: Por que alguém cancelaria a dívida de outrem? No caso de Deus a resposta é graça e misericórdia. E o que Deus espera “em troca”? Nada além do nosso reconhecimento e gratidão. Fomos perdoados para perdoar, e é isto que Jesus está querendo nos ensinar. Paulo compreendeu esta lição e concluiu:

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós (Colossenses 3.13).

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O pão do céu



ENTÃO, LHE DISSERAM: SENHOR, DÁ-NOS SEMPRE DESSE PÃO. DECLAROU-LHES, POIS, JESUS: EU SOU O PÃO DA VIDA; O QUE VEM A MIM JAMAIS TERÁ FOME; E O QUE CRÊ EM MIM JAMAIS TERÁ SEDE. (LEIA JOÃO 6.28 A 58)

Para que orar se podemos nos preocupar? Quantos em algum momento de suas vidas já não pensaram assim? Se não pensaram, pelo menos assim agiram sem pensar. Quantos de nós andamos ansiosos, preocupados com o dia de amanhã? Quantos de nós, em algum momento, deixamos de nos alegrar com o que Deus já nos deu porque não temos o que Ele ainda não deu? E talvez nem dê! Conforme vimos, Deus não está comprometido com nossos luxos, mas sim com o que é essencial para viver. Quando Jesus avisou: não andeis ansiosos pela vossa vida, Ele referia-se justamente ao que haveis de comer ou beber; e também pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. E a pergunta que Ele dispara na sequência, deveria nos levar refletir um pouco neste assunto. Pare e pondere
:
Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? (Mateus 6.25)

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? (Mateus 6.27)

Só paramos de nos preocupar quando nos sentimos satisfeitos; e quando estamos satisfeitos estamos felizes. Pessoas insatisfeitas são pessoas infelizes. Pessoas infelizes nunca estão satisfeitas com o que Deus lhe dá. Então Jesus nos ensina o segredo de uma vida feliz: ...buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6.33). Deus está dizendo: cuide das minhas prioridades que eu cuido das suas necessidades, ok?

Busque algo mais nobre. Uma vez que o nosso pão cotidiano está garantido, de que sentimos falta? Note o que Jesus respondeu a Satanás durante Sua tentação no deserto em Mateus 4.4:

Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

Jesus viveu neste mundo, mas não seguia o curso deste mundo. Ele “preocupava-se” com coisas muito mais elevadas, com o reino de Deus, em como agradar a Deus, com a vontade do Pai. O que o mantinha vivo era isto. Alimento físico é útil para um dia. No dia seguinte precisamos mais. Ele nos conserva vivos (corpo), mas não são essenciais para a alma. O que alimenta e satisfaz a nossa alma, segundo Jesus, é fazer a vontade de Deus.

Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra (João 4.32-34).

Devemos ansiar por isto! E também almejar pelo dia em que todos terão fome e sede de beber da fonte de água viva e comer do pão que vem do céu. Todos nós já o comemos, e precisamos continuar nos alimentando dele diariamente. Muitos, mas muitos mesmo, nunca provaram deste pão, nunca beberam desta fonte. Estão morrendo de sede e de fome.

Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR (Amós 8.11).

Habitue-se com a ideia de que o pão nosso de cada dia é muito mais do que o alimento físico para o desenvolvimento do nosso corpo. É o Pão do céu que nosso Pai nos dá. Preocupamo-nos com coisas tão superficiais e nos esquecemos do que realmente tem valor. Fale, compartilhe, reparta o pão, dê de comer e de beber a quem tem fome e sede.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Despertando nossa consciência de corpo

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


TODOS OS QUE CRERAM ESTAVAM JUNTOS E TINHAM TUDO EM COMUM. (LEIA ATOS 2.42-47)

Soube do caso verídico de um missionário que passou por uma igreja testemunhando as necessidades do campo que ele trabalhava, pedindo encarecidamente ajuda dos irmãos. Não obteve retorno. Mas no domingo seguinte, a mesma igreja ouvia extasiada o testemunho de um dos membros que glorificava a Deus pelo carro importado novinho que Ele havia lhe dado de presente!

Casos como estes acontecem aos montes, diariamente por aí. Alguns podem ter dificuldade para aceitar o fato de que Deus faria tamanha injustiça. Eu também. Outros podem pensar: não é o mesmo Deus! Mas creio que é. Creio que o Deus que deu recursos para o irmão que comprou um carro importado é o mesmo que levou o missionário necessitado àquela igreja. Entende a ligação?

Quero com isto chamar a atenção para o detalhe de que quando Jesus nos ensinou a pedir pelo pão diário, nos instruiu a pedir para “nós”. Isto significa que se Ele me dá a mais, é para repartir com quem não tem! O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, diz que nós somos os responsáveis pelo suprimento do corpo de Cristo. Permitir que um semelhante morra de fome num mundo tão rico é o atestado de falência da sociedade humana; agora, permitir que um irmão passe fome no seio da igreja é não somente escrever o nosso atestado de falência, mas acima de tudo um pecado intolerável!

Podem me chamar de cético, mas penso que dificilmente Deus faça aparecer milagrosamente comida na despensa do irmão necessitado. Sei que Ele pode fazê-lo, não tenho dúvidas. Mas também não tenho dúvida alguma que Deus quer utilizar o Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja, Seus representantes aqui na Terra para suprir as necessidades mais essenciais dos membros deste corpo, e por isso Ele deixou instruções claras na Sua Palavra, porém nem sempre acatadas.

O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre (Provérbios 22.9)

Leia o capítulo 2 da espístola de Tiago escreveu. Destaco aqui o verso 14:

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?

Já testemunhei casos de ímpios que tem sustentado a obra missionária. Glória a Deus por isto, vergonha para nós! Novamente: a maneira que Deus quer usar para suprir sua igreja é através da própria igreja. E não só a Sua própria igreja, mas também o mundo. Pare um pouco para pensar nestes textos:

Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício. (Provérbios 19.17)

O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. (Provérbios 21.13)

Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. (Provérbios 29.7)

Não podemos ficar indiferentes a isto. Somos chamados para ser sal e luz, fazer diferença neste mundo em que vivemos. Só assim a vontade de Deus estará sendo feita, só assim o Seu nome será santificado. Pense no que santifica o nome de Deus: eu ter muitas bênçãos ou eu distribuir muitas bênçãos? Eu ser próspero ou eu ser uma fonte de prosperidade para outros também? Se Deus é bom porque nos abençoou, então devemos ser abençoadores também. Não com insensatez, distribuindo dinheiro para indolentes, mas como vimos acima: devemos nos informar da causa do pobre.

Para que o Nome de Deus seja santificado, façamos Sua vontade. Para que o Nome de Deus seja santificado, reconheçamos que o pão seja de cada dia; e que não seja somente meu, mas seja nosso.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Reconhecendo nossa dependência física

                                              
ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com
                                                                
  O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. 
   (MATEUS 6.11)
Conta-se a história de uma viúva bem pobrezinha que estava orando pelo pão diário, pois não tinha nada para comer. Um gaiato, passando ao lado da casa daquela senhora, ouviu o seu lamento e resolveu pregar-lhe uma peça: comprou um pão na padaria e jogou-o pela janela para ver a sua reação. Quando a viúva abriu os olhos e viu aquele pão bem na sua frente começou a glorificar a Deus em alta voz. O gaiato então começou a zombar da fé da velhinha, mas esta não se deixou vencer e soltou: "É... pode até ser que você tenha jogado este pão aqui. Mas uma coisa é certa: eu pedi pão a Deus e Ele me deu!"

Ao ensinar O pão nosso de cada dia dá-nos hoje Jesus quer que aprendamos a não colocar a confiança de nossa subsistência em nada além do Pai. Ao paramos para meditar neste pedido não podemos deixar de pensar na contrastante realidade que vivemos hoje, comparada com a dos ouvintes originais. Vivemos numa sociedade abastada, temos estoque de comida em nossas casas e, caso falte uma lata de leite condensado que seja, basta nos dirigirmos ao supermercado mais próximo. Isto pode ser um perigo em termos de senso de dependência de Deus! Hoje estamos mais para Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

Ao pedir pão, Jesus quer que aprendamos que Deus supre nossas necessidades mais básicas, mas não tem compromisso com nossos luxos. Seu compromisso é com nosso pão! Agora pense um pouco: Ele tem dado algo mais do que pão? No que temos usado este algo mais?

Certamente, nenhum de nós quererá ouvir a voz de Deus neste tom: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12.19-20). Creio, então, que nós (ricos e abastados do século XXI), devemos olhar com mais atenção para este pedido com profunda gratidão no coração, cientes de que este pão cotidiano é Deus quem nos dá.

É oportuno lembrar que, mesmo para a multidão que ouvia Jesus, Deus já os havia alertado sobre este perigo. Israel já havia experimentado o cuidado de Deus neste aspecto, quando Ele milagrosamente mandava diariamente o alimento necessário para o seu povo: o maná no deserto. Às portas de entrada da terra prometida, Deus lhes faz uma séria advertência (Leia Deuteronômio 8.11-17):
Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.

Atribuir a garantia do pão diário graças à segurança do nosso emprego ou da situação econômica estável que nosso país atravessa, chama-se idolatria. Aqueles que assim o fazem entram em pânico quando algo de errado acontece com seu ídolo ($$$). Precisamos reconhecer que se temos uma fonte de renda que assegura nosso alimento, é porque Deus nos capacitou e proveu esta fonte; se o país atravessa uma boa fase econômica, é porque Deus assim tem permitido.

Precisamos cultivar o pensamento daquela viúva: "Pode até ser que eu tenha um bom emprego... Mas uma coisa é certa: Tenho pedido pão para Deus e Ele tem me suprido."