quarta-feira, 12 de junho de 2013



Cabe a nós dizer SIM ou NÃO para o "PECADO"

E se não fizeres bem, o pecado jaz á porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.  (Gn 4:7b)
  
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
 ( Tg 4:7)




E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7

Reconhecendo quem Deus é

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS. (MATEUS 6.9B)
Nossa vida deve ser uma vida de oração. Todos os crentes devem orar, e orar constantemente! Porém, não oramos como convém. Com isto, podemos subentender que podemos falhar na quantidade, qualidade, no foco, nas premissas, ou até mesmo numa visão equivocada de quem é Deus. Mas continuamos a orar, alguns com maior, outros com menor intensidade. Todos nós temos a necessidade de buscar o Senhor e motivos não nos faltam. Porém, aqueles que O buscam, devem fazê-lo com sinceridade de coração, com a motivação correta.

Quando Jesus nos ensinou a orar ele tinha mais alguma outra intenção além do uso que comumente fazemos da oração. Ele não estava preocupado apenas com o que sentimos. Estava preocupado com o que somos, e ao invés de projetar nossa mentalidade antropocêntrica para nossa vida de oração, Jesus inicia com a pessoa do Pai. Diferente de nós, Ele não estabelece limites para Deus, muito pelo contrário: Jesus ensina que Deus não é estranho ao homem – Ele é nosso Pai. Segundo, Deus não está restrito a um grupo seletivo – Ele é Pai daqueles que o buscam. Terceiro, Deus não está limitado a quatro paredes – Ele está nos céus! Jesus, então, estabelece este extraordinário reconhecimento de quem Deus é. Ele foi o único a descrevê-lO como Pai, estabelecendo assim uma diferença fundamental entre nós e as outras religiões. Nós podemos chamá-lO de Pai (não confundir com a banalização popular de que todo mundo é filho de Deus).


Queira ou não, toda a existência humana depende da soberana misericórdia de Deus. Isto está muito acima de uma simples experiência de paternidade humana, ainda mais que, por sermos imperfeitos (às vezes como filhos, às vezes como pais), este relacionamento fica seriamente comprometido. Algumas pessoas não conseguem aceitar Deus como Pai por causa do exemplo que tiveram em casa. Mas Deus não teme isto. Ele não se deixa limitar por causa das nossas limitações. Vejo que Deus ainda utiliza desta analogia por três motivos principais: (1) para revelar algumas de Suas características e atributos; (2) para nos ensinar o que é ser pai; (3) e também para construir esta relação conosco, nos proporcionando experiências com Ele. 


Ora Ele nos educa, ora disciplina, ora age como aquele pai que, apesar de todo seu conhecimento e experiência, senta-se ao lado de seu pequenino filho para ouvir pacientemente ele gaguejar a leitura de suas primeiras palavras, pega em sua mão para riscar com ele suas primeiras letras ou simplesmente ajudar a encaixar as pecinhas de seus bloquinhos de brinquedo.

Paulo, referindo-se a este relacionamento, escreve:
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba,Pai ( no original, Papai). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8.14-16)


Embora eu tenha sido um filho rebelde no passado, quando penso no meu pai, não posso deixar de lembrar que apesar de tudo o que fiz na minha adolescência, ele nunca deixou de me amar, me acolher, me alimentar. Por isso posso dizer que, se sou o que sou hoje, se estou onde estou, é porque ele não desistiu de mim.
Não sabemos orar como convém e tampouco nos comportar como convém. Mas pode ter certeza que nosso Pai que está nos céus está sempre disposto a nos ensinar a andar. 


Como crianças, muitas vezes tropeçamos e caímos. Se olharmos para o nosso pai, veremos ele ao nosso lado de mãos estendidas para nos ajudar a levantar. Precisamos aprender a cultivar algumas características inerentes às crianças, mas que infelizmente perdemos quando adultos, como: autenticidade, humildade, simplicidade e dependência.

terça-feira, 11 de junho de 2013


Quando reconhecemos nossas fraquezas e a expomos a Deus, abrimos o caminho para a cura divina! (J.S)

Ore assim!


ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

PORTANTO, VÓS ORAREIS ASSIM... (MATEUS 6.9A)

Se você quer aprender a orar, o último lugar que você deve olhar é para uma pessoa religiosa. Jesus mostra nestes dois tipos (o hipócrita e o gentio), a síntese da religiosidade humana. Tais pessoas desejam ser conhecidas por sua elevada espiritualidade e o fazem através de seus rituais bem elaborados. Normalmente impressionam as pessoas, que dizem: "veja como ele é espiritual, como é devotado." Também gostam de orar por longas horas, dizendo: "Deus gosta de orações assim!" Mas Jesus diz: "Está vendo como ele faz? Então não façam. Não tentem imitá-los. Não tem valor nenhum!"

Em Mateus 18.1-4, Ele disse que devemos ser como as crianças:
Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

A questão era sobre quem é o cara mais espiritual que existe. Não sei se estavam se restringindo àquele grupo ou se queriam saber “entre todos os homens.” Mas Jesus fechou o círculo e passou a lição: “Vou falar uma coisinha aqui entre vocês...” Queridos, isto diz respeito a nós também. Creio que uma das características que Jesus tinha em mente ao comparar-nos com uma criança, é que esta interage completamente com o pai. Chega ao pai sem rodeios, sem hipocrisia. A criança depende totalmente de seu pai e nele confia. Se ela precisar de algo, simplesmente pede. Não tem que ficar repetindo centenas de vezes: “quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água...” “Tá bom”, responde o pai, “não precisa repetir; eu compreendi desde a primeira vez que você pediu.”

Crianças tolas insistem muito, quando os pais, que já entenderam seu pedido da primeira vez, dizem não. Crianças mimadas e controladoras conseguem que os pais façam o que elas querem, mesmo contra a vontade deles. Não é este o caso com Deus, mas parece que o religioso não entende Deus. Não podemos domesticar Deus em nossos rituais religiosos. Mais uma vez Jesus deixa bem claro que o nosso Deus sabe muito bem de qualquer necessidade mesmo antes de ser pedida. Note também o que Davi escreve sobre este maravilhoso Deus onisciente em Salmos 139.1-4:

SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.

Não pense que precisamos informar a Deus sobre o que se passa com a gente. Às vezes ouço algumas orações que são verdadeiros boletins informativos, como se quiséssemos colocar Deus a par da situação. O que esperamos ouvir como resposta? Talvez algo como: “Servo bom e fiel, obrigado por me avisar. Não estava sabendo, mas tomarei as devidas providências!”

Se partirmos desta premissa – que o Senhor sabe de antemão as coisas que acontecerão conosco, começaremos a pensar em mudar o foco das nossas orações. Se você quer aprender a orar, olhe para Jesus. Ouça o que Ele tem a ensinar: Portanto, vós orareis assim...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Não como os gentios

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

E, ORANDO, NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES, COMO OS GENTIOS; PORQUE PRESUMEM QUE PELO SEU MUITO FALAR SERÃO OUVIDOS. NÃO VOS ASSEMELHEIS, POIS, A ELES; PORQUE DEUS, O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS. (MATEUS 6.7-8)
 

Em algumas situações de nossa experiência humana podemos não entender como ou porque fazer, mas se simplesmente soubermos como não fazer já estaria de bom tamanho! Talvez fosse esta a preocupação de Jesus, que “conhece um pouco” da religiosidade humana. Note que ele aborda dois extremos. Primeiro, o hipócrita, um mascarado religioso, que representa publicamente aquilo que ele não é. Em segundo, o gentio, que não conhece a Deus e desenvolveu seu próprio sistema de rezas e mantras para alcançar seu favor.

Jesus descreve as orações dos gentios como o balbuciar insistente e repetitivo de muitas palavras. O que podemos perceber aqui, é que este tipo de oração acontece já há milhares de anos. Conversando com uma seguidora do hinduísmo, ela me explicou que um mantra pode ser uma palavra ou algumas frases que devem ser repetidas constantemente para que através deste ritual você consiga “prender” os deuses com sua língua e assim dominá-los e tê-los consigo. Em certas divisões do cristianismo, esta ideia é bem parecida: rezar é um sacrifício que se faz, e através desta ação, movemos os santos (entidades espirituais) que intercederão por você a um Deus impessoal, e que está muito distante de nós.

É evidente, então, que os gentios não conhecem a Deus e suas vãs repetições denotam uma falta de conteúdo em suas orações. Além disto, estas “muitas palavras” sugerem certa sofisticação de técnicas e rituais. Uma vez que Jesus está nos exortando a não fazer como os gentios, significa que podemos encorrer no mesmo erro. Trazendo para mais perto de nós, o que isso pode significar, e como relacionamos isso às nossas orações?


Primeiro, muitas vezes oramos em “nome de”, mas às vezes sem o “pleno conhecimento de” ou “estarmos de acordo com a vontade de”. É possível sermos extremamente zelosos para com as coisas de Deus, mas com pouco ou sem nenhum entendimento das coisas de Deus.  É a isto que Paulo se referiu em Romanos 10.2, bem como Oséias 6.6:
Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
 

Isto nos leva a um segundo erro: nossas orações não passarem de repetidas petições ou recitações de belas frases litúrgicas sem efeito. Em terceiro lugar, e creio que este é o erro mais cometido, crer que precisamos ser insistentes para sermos ouvidos. No fundo, estamos transmitindo com isto que talvez Deus não tenha ouvido da primeira vez... e tenho que insistir com isto para Ele me atender! Pensamos que somente através de tanto falar é que acabaremos conquistando o favor de Deus que, caso eu não orasse, nada faria. Em resposta a esta pergunta, Jesus diz que nosso pai sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. (Vale a pena ler 1Reis 18.17-40 e Tiago 5.17.)

Lembre-se que estamos orando para nosso pai, o que implica que temos uma relação familiar com Deus. Nós fazemos parte de Sua vida, e Ele antecipa aquilo que nós precisamos. Devemos, portanto, chegar a Ele com toda humildade, simplicidade e sinceridade de coração. Podemos nos achegar a Ele em momentos de alegria ou de tristeza, de ansiedade ou de gratidão, na certeza de que Ele está nos ouvindo plenamente. 


Orar é um entregar-se a Deus na confiança de que Ele agirá no Seu próprio tempo à Sua própria maneira. Manipulação religiosa e espiritual não é necessária.

Mas se o nosso Pai sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, por que orar? Porque nós é quem precisamos exercitar a nossa fé e reconhecer quem Deus é, abrindo nosso coração em temor e dependência, lançando sobre Ele todas as nossas ansiedades.

sábado, 8 de junho de 2013

Intenção... Ação!

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com


GUARDAI-VOS DE EXERCER A VOSSA JUSTIÇA DIANTE DOS HOMENS, COM O FIM DE SERDES VISTOS POR ELES; DOUTRA SORTE, NÃO TEREIS GALARDÃO JUNTO DE VOSSO PAI CELESTE. (MATEUS 6.1) 


Como vimos, quando agimos com imaturidade, Deus pode nos parecer ruim não dando o que tanto queremos, mas quando crescemos, entendemos que Ele tem o melhor reservado para nós, porque nos ama. A forma como Deus trabalha em nossa vida visa o nosso crescimento e aperfeiçoamento, por mais dura que a experiência possa ser e ainda que entre em choque com as tradições que aprendemos. É isto que nos ensina a Palavra.

O Sermão do monte é o primeiro grande discurso público de Jesus. Podemos dizer que ele foi um marco do início de Seus ensinamentos. É bom ter sempre em mente que ensinar foi o principal ensejo do seu ministério, conforme ele mesmo afirma:

Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim. (Marcos 1.38)

Uma característica notória no sermão do monte, é que Jesus quebra muitos paradigmas da velha religiosidade, inclusive na questão da oração. Lembre-se que é neste contexto que Cristo faz menção sobre este assunto pela primeira vez, contradizendo o velho conceito:

Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. (Mateus 5.44)

Ao entrarmos no capítulo 6 do livro de Mateus, Jesus deixa claro uma ideia que já estava implícita em toda sua mensagem: a falibilidade da justiça humana, suas motivações e o julgamento de Deus sobre estas coisas. Ao vermos (humanamente falando) homens praticando boas obras, como o dar esmolas, por exemplo, (6.1-4), não temos recursos para julgar suas reais intenções. Mas há algo que Deus vê e o homem não vê, que é o recôndito mais escuros e profundos do coração humano. É lá que, muitas vezes escondido sobre uma casca de bondade, ocultam-se nossas intenções mais enganosas. É disto que o profeta Jeremias se referia quando escreveu e logo completou:

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?
Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um
segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações. (Jeremias 17.9-10)

Estou cada vez mais convencido que Deus leva muito mais em conta nossas intenções do que nossas ações. Não podemos nos deixar enganar, nem pensar que podemos enganar a Deus. Leia o que Paulo diz:

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6.7-8)

O raciocínio é bem simples: se nossas intenções ao praticarmos qualquer ato de aparente bondade ou espiritualidade (sejam esmolas ou orações) forem outras senão o amor e temor ao Senhor, pode ter certeza: não valeram absolutamente nada para Deus. Se desejarmos o reconhecimento dos homens, é tudo o que obteremos. Ação é o que o mundo enxerga, intenção é o que Deus considera.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ensina-nos a orar!

ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI,  E ESTAR  NO BLOG  www.todahelohim.blogspot.com

DE UMA FEITA, ESTAVA JESUS ORANDO EM CERTO LUGAR; QUANDO TERMINOU, UM DOS SEUS DISCÍPULOS LHE PEDIU: SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR COMO TAMBÉM JOÃO ENSINOU AOS SEUS DISCÍPULOS. (LEIA LUCAS 11.1-13)
 
Se pecamos por não orar, e quando oramos fazemos de forma inconveniente e com as motivações erradas, então é bem oportuno considerar o pedido que este discípulo fez a Jesus. Na sequência, Jesus cita parte da oração que ensinara no sermão do monte (conhecida como Pai Nosso) e depois algumas parábolas para estimular a fé e a constância na oração. 
 
Normalmente interpreta-se a “parábola do amigo importuno” como um estímulo para sermos insistentes com Deus até conseguir o que queremos. Esta ideia é errada, pois se baseia numa interpretação equivocada desta parábola. Para a compreendermos, precisamos entender a cultura vigente daquela época, principalmente no que diz respeito à hospitalidade: era inadmissível um vizinho recusar pão, seja o motivo que for. Além disto, o visitante era hóspede “na comunidade” e havia uma obrigação moral da comunidade em receber bem o hóspede de qualquer família. O viajante ia embora se sentindo bem recebido pela comunidade. Esta parábola ficou conhecida como a do 'Amigo Importuno' por causa da frase se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação. A palavra que foi (mal) traduzida por importunação é anaideia, que significa desaforo, impudência, falta de moral. É imprescindível entender que esta palavra não é aplicada ao pedinte, mas ao vizinho dorminhoco, caso não suprisse a necessidade do amigo numa hora destas. Jesus não está dizendo que Deus é como este vizinho e que devemos importuná-lo até Ele dar tudo o que quisermos. Parafraseando, Jesus expõe a seguinte situação: 
 
Qual dentre vós que tiver um amigo que for lhe pedir pão à meia noite (para acudir um hóspede inesperado) teria coragem de recusar? Ainda mais dando uma desculpa esfarrapada do tipo ‘meus filhos já estão dormindo’... Vocês sabem que se não for pela amizade, fará por causa da vergonha de não cumprir com uma obrigação social. Amigo ponta firme é aquele que não age com impudência (falta de pudor), que está sempre pronto para acudir uma necessidade. Deus é este amigo. Mas aí você levanta a seguinte questão: por que então nem tudo o que pedimos Ele atende? Vejo dois motivos principais. 
 
O primeiro tem a ver com a nossa obediência, compromisso e seriedade com a Sua Palavra. Lemos em Provérbios 28.9 que o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável. O versículo é bem claro. Se você não se importa em saber a vontade de Deus sobre determinado assunto e faz as coisas da sua maneira, Ele não tem obrigação alguma de responder sua oração de socorro quando as coisas derem errado. Se você não concorda comigo, tente fazer isso. O segundo motivo tem a ver com os propósitos de Deus para nós. Na sequência, Jesus expõe outra situação fazendo o mesmo tipo de pergunta: 
 
Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? 
 
A resposta é obvia. Note que o filho está pedindo para o pai um pão, um peixe ou um ovo, isto é, gêneros de primeira necessidade (assim como o amigo), para saciar sua fome. Se o filho faminto pedisse uma caixa de bombom para saciar sua fome, muito provavelmente o pai não lhe atenderia ao pedido, por mais que insistisse, pois o pai sabe qual é a real necessidade da criança e o que é preciso para supri-la. Para um infante, o bombom é mais gostoso que uma sopa de legumes, mas um adulto sabe que não tem os nutrientes necessários para seu crescimento saudável. Para os imaturos, Deus pode parecer ruim não dando o que ele tanto quer, mas quando crescemos, entendemos que o Pai tem o melhor reservado para nós, porque nos ama. Há aquelas crianças que esperneiam até conseguir. Talvez esta seja a turminha do “eu determino”. Tudo bem, você pode até conseguir, mas sofrerá as consequências de uma saúde deficiente mais tarde.