sexta-feira, 14 de junho de 2013
Ansiosos pelo reino de Deus
ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI, E ESTAR NO BLOG www.todahelohim.blogspot.com
VENHA O TEU REINO... (MATEUS 6.10A)
Na cultura hebraica do AT o nome representa o caráter ou uma característica da pessoa. Quando Moisés perguntou a Deus o seu nome, Ele prontamente respondeu: YHWH, palavra cuja pronúncia se perdeu no tempo, mas carregada de significado:
Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. (Êxodo 3.14)
YHWH diz exatamente quem Deus é: “O Eterno”, que existe por si mesmo, que não tem princípio nem fim. Note: Deus não está dizendo “Eu serei o que você quiser que eu seja”, ainda que alguém pense ou deseje isto. Não é Ele quem tem que se ajustar às nossas vontades, mas somos nós quem devemos nos alinhar à dEle, pois qualquer coisa fora da vontade do Pai simplesmente não subsistirá! Por isso pedimos Venha o teu reino... No reino de Deus Sua vontade é plenamente feita. Isto nos leva a uma pergunta: conseguiremos um dia ver este reino plenamente implantado aqui na terra na condição que nos encontramos? A resposta é não!
Diferente do governo humano que os judeus esperavam que Jesus restaurasse, o de Deus não tem nada a ver com este atual sistema, conforme o Senhor relatou:
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo (Jo 18.36).
O reino de Deus é de paz, amor, justiça, humildade, liberdade, generosidade, onde há transparência, tolerância com as diferenças, inconformidade com a indiferença, solidário, fraternal, autêntico, teocêntrico, infinito, (...), ou seja: definitivamente não é deste mundo.
Então, nos vem em mente outras questões: Por que pedir “Venha o teu reino...”? Já não está na hora de Deus fazer alguma coisa por este mundo? Vemos diariamente tanto horror e tanta barbaridade sendo feita na face da Terra. Até quando isto acontecerá? Angustiamo-nos diante das misérias humanas.
Estas observações são válidas, mas mostram um pouco de nossa ignorância da história humana. Acredite, o que estamos vendo agora é "café pequeno" diante do que Deus já assistiu nestes últimos 10.000 anos de história. Depois, isto não é nada perto do que ainda está por vir (e Deus o sabe)!
Aí vem a terceira bateria de dúvidas: Então para que pedir que “Venha o teu reino...”? Que Deus nos ajude, que mude esta situação? Não é perda de tempo? Novamente a resposta é não! Num primeiro momento, orando ao Senhor neste sentido, estamos derramando nossos corações aflitos com tamanha iniquidade. Conforme já tratamos, não estamos informando a Ele quanta coisa ruim está acontecendo e nem querendo dizer o que deve ser feito. Apenas demonstramos nossa “fome e sede por justiça” (não confundir com vingança), nossa angústia e inconformidade com tudo aquilo de mal que a natureza humana produz.
Quanto a isto, Jesus diz: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos (Mateus 5.6).
Ademais, diante deste pedido, devemos examinar o nosso coração e nos questionar: o que tenho feito? Tenho me conformado com os padrões deste mundo? Seguindo o seu curso? Preocupado mais com o meu reino? O que tenho feito para diminuir a miséria e a injustiça? O que mais me preocupa? Meu salário? Minha saúde? Meus bens? Realmente anseio que o reino de Deus venha? Sobre a minha vida?
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Ele é Santo!
ESSE
DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011
POR REILNALDO BUI, E ESTAR NO BLOG www.todahelohim.blogspot.com
SANTIFICADO SEJA O TEU NOME. (MATEUS 6.9C)
Depois de estabelecer uma relação paternal com Deus, a declaração seguinte é mais do que uma simples constatação. Ao orar santificado seja o Teu nome, estamos puxando para nós a responsabilidade de, com as nossas vidas, demonstrar ao mundo o que já é fato. Estamos declarando que Ele é digno de toda glória e todo louvor e que a vontade dele é soberana, mas com isto, temos a obrigação de testemunhar esta verdade agindo de acordo com o que confessamos crer.
Este Deus a quem nos dirigimos é o Ser Supremo, único, infinito, criador e sustentador do universo. Ele é santo, justo, amoroso, perdoador e salvador dos que arrependidos, se voltam a Ele. O ateu diz que Deus não existe; o agnóstico diz que não podemos saber se Deus existe ou não. Pela fé, o crente sabe que Deus existe e afirma:
... Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28).
Ou seja, sem Deus, nós simplesmente não somos e nem existimos. Alguém já defendeu que o “Pai nosso” poderia ser resumido em apenas dois versículos:
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome... ...pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Esta seria a estrutura básica desta oração, sendo que o miolo nos apresenta as formas de santificar, ou declarar que o nome de Deus é Santo! Este é um atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito) que afirma que Ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito. Em Levíticos 11.44 lemos:
Eu sou (YHWH) o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.
Assim como Ele é, deseja também estender esta graça aos Seus. Porém há alguma diferença entre a santidade de Deus e a requerida a nós, que visa a separação (não contaminação) das coisas deste mundo, pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele.
Declarar santificado seja o teu nome e não viver uma vida santa como Ele quer de nós é uma tremenda incoerência. Conta-se que Alexandre, o grande, após ter vencido mais uma batalha, passava por sua tropa cumprimentando-os do grande feito, quando descobriu que um jovem havia se escondido na hora da luta. Ao constatar que aquele jovem também se chamava Alexandre, seu semblante se fechou advertindo duramente aquele que se acovardou: "Ou você muda de atitude ou muda de nome!"
Se somos cristãos, implica que temos um nome a zelar, e este nome não é o nosso nome. Podemos chamar Deus de nosso Pai, não porque temos algum mérito em nós mesmos, mas porque Ele nos adotou. Declaramos que Seu nome é Santo, apesar dos deslizes que cometemos no nosso dia a dia. Não obstante toda nossa imperfeição, de ainda estarmos inseridos neste mundo, Ele deseja ardentemente que tenhamos uma vida santa (separada) deste sistema que se chama "mundo".
Por isso Ele mesmo diz: ...Eu, o SENHOR que vos santifico, sou santo. E Sede santos, porque eu sou santo. (Levítico 21:8; 1 Pedro 1:16)
SANTIFICADO SEJA O TEU NOME. (MATEUS 6.9C)
Depois de estabelecer uma relação paternal com Deus, a declaração seguinte é mais do que uma simples constatação. Ao orar santificado seja o Teu nome, estamos puxando para nós a responsabilidade de, com as nossas vidas, demonstrar ao mundo o que já é fato. Estamos declarando que Ele é digno de toda glória e todo louvor e que a vontade dele é soberana, mas com isto, temos a obrigação de testemunhar esta verdade agindo de acordo com o que confessamos crer.
Este Deus a quem nos dirigimos é o Ser Supremo, único, infinito, criador e sustentador do universo. Ele é santo, justo, amoroso, perdoador e salvador dos que arrependidos, se voltam a Ele. O ateu diz que Deus não existe; o agnóstico diz que não podemos saber se Deus existe ou não. Pela fé, o crente sabe que Deus existe e afirma:
... Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28).
Ou seja, sem Deus, nós simplesmente não somos e nem existimos. Alguém já defendeu que o “Pai nosso” poderia ser resumido em apenas dois versículos:
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome... ...pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Esta seria a estrutura básica desta oração, sendo que o miolo nos apresenta as formas de santificar, ou declarar que o nome de Deus é Santo! Este é um atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito) que afirma que Ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito. Em Levíticos 11.44 lemos:
Eu sou (YHWH) o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.
Assim como Ele é, deseja também estender esta graça aos Seus. Porém há alguma diferença entre a santidade de Deus e a requerida a nós, que visa a separação (não contaminação) das coisas deste mundo, pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele.
Declarar santificado seja o teu nome e não viver uma vida santa como Ele quer de nós é uma tremenda incoerência. Conta-se que Alexandre, o grande, após ter vencido mais uma batalha, passava por sua tropa cumprimentando-os do grande feito, quando descobriu que um jovem havia se escondido na hora da luta. Ao constatar que aquele jovem também se chamava Alexandre, seu semblante se fechou advertindo duramente aquele que se acovardou: "Ou você muda de atitude ou muda de nome!"
Se somos cristãos, implica que temos um nome a zelar, e este nome não é o nosso nome. Podemos chamar Deus de nosso Pai, não porque temos algum mérito em nós mesmos, mas porque Ele nos adotou. Declaramos que Seu nome é Santo, apesar dos deslizes que cometemos no nosso dia a dia. Não obstante toda nossa imperfeição, de ainda estarmos inseridos neste mundo, Ele deseja ardentemente que tenhamos uma vida santa (separada) deste sistema que se chama "mundo".
Por isso Ele mesmo diz: ...Eu, o SENHOR que vos santifico, sou santo. E Sede santos, porque eu sou santo. (Levítico 21:8; 1 Pedro 1:16)
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Cabe a nós dizer SIM ou NÃO para o "PECADO"
E se não fizeres bem, o pecado jaz á porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. (Gn 4:7b)
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
( Tg 4:7)
E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7
Gênesis 4:7
o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Gênesis 4:7
Gênesis 4:7
Reconhecendo quem Deus é
ESSE
DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011
POR REILNALDO BUI, E ESTAR NO BLOG www.todahelohim.blogspot.com
PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS. (MATEUS 6.9B)
Nossa vida deve ser uma vida de oração. Todos os crentes devem orar, e orar constantemente! Porém, não oramos como convém. Com isto, podemos subentender que podemos falhar na quantidade, qualidade, no foco, nas premissas, ou até mesmo numa visão equivocada de quem é Deus. Mas continuamos a orar, alguns com maior, outros com menor intensidade. Todos nós temos a necessidade de buscar o Senhor e motivos não nos faltam. Porém, aqueles que O buscam, devem fazê-lo com sinceridade de coração, com a motivação correta.
Quando Jesus nos ensinou a orar ele tinha mais alguma outra intenção além do uso que comumente fazemos da oração. Ele não estava preocupado apenas com o que sentimos. Estava preocupado com o que somos, e ao invés de projetar nossa mentalidade antropocêntrica para nossa vida de oração, Jesus inicia com a pessoa do Pai. Diferente de nós, Ele não estabelece limites para Deus, muito pelo contrário: Jesus ensina que Deus não é estranho ao homem – Ele é nosso Pai. Segundo, Deus não está restrito a um grupo seletivo – Ele é Pai daqueles que o buscam. Terceiro, Deus não está limitado a quatro paredes – Ele está nos céus! Jesus, então, estabelece este extraordinário reconhecimento de quem Deus é. Ele foi o único a descrevê-lO como Pai, estabelecendo assim uma diferença fundamental entre nós e as outras religiões. Nós podemos chamá-lO de Pai (não confundir com a banalização popular de que todo mundo é filho de Deus).
Queira ou não, toda a existência humana depende da soberana misericórdia de Deus. Isto está muito acima de uma simples experiência de paternidade humana, ainda mais que, por sermos imperfeitos (às vezes como filhos, às vezes como pais), este relacionamento fica seriamente comprometido. Algumas pessoas não conseguem aceitar Deus como Pai por causa do exemplo que tiveram em casa. Mas Deus não teme isto. Ele não se deixa limitar por causa das nossas limitações. Vejo que Deus ainda utiliza desta analogia por três motivos principais: (1) para revelar algumas de Suas características e atributos; (2) para nos ensinar o que é ser pai; (3) e também para construir esta relação conosco, nos proporcionando experiências com Ele.
Ora Ele nos educa, ora disciplina, ora age como aquele pai que, apesar de todo seu conhecimento e experiência, senta-se ao lado de seu pequenino filho para ouvir pacientemente ele gaguejar a leitura de suas primeiras palavras, pega em sua mão para riscar com ele suas primeiras letras ou simplesmente ajudar a encaixar as pecinhas de seus bloquinhos de brinquedo.
Paulo, referindo-se a este relacionamento, escreve:
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba,Pai ( no original, Papai). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8.14-16)
Embora eu tenha sido um filho rebelde no passado, quando penso no meu pai, não posso deixar de lembrar que apesar de tudo o que fiz na minha adolescência, ele nunca deixou de me amar, me acolher, me alimentar. Por isso posso dizer que, se sou o que sou hoje, se estou onde estou, é porque ele não desistiu de mim.
Não sabemos orar como convém e tampouco nos comportar como convém. Mas pode ter certeza que nosso Pai que está nos céus está sempre disposto a nos ensinar a andar.
Como crianças, muitas vezes tropeçamos e caímos. Se olharmos para o nosso pai, veremos ele ao nosso lado de mãos estendidas para nos ajudar a levantar. Precisamos aprender a cultivar algumas características inerentes às crianças, mas que infelizmente perdemos quando adultos, como: autenticidade, humildade, simplicidade e dependência.
PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS. (MATEUS 6.9B)
Nossa vida deve ser uma vida de oração. Todos os crentes devem orar, e orar constantemente! Porém, não oramos como convém. Com isto, podemos subentender que podemos falhar na quantidade, qualidade, no foco, nas premissas, ou até mesmo numa visão equivocada de quem é Deus. Mas continuamos a orar, alguns com maior, outros com menor intensidade. Todos nós temos a necessidade de buscar o Senhor e motivos não nos faltam. Porém, aqueles que O buscam, devem fazê-lo com sinceridade de coração, com a motivação correta.
Quando Jesus nos ensinou a orar ele tinha mais alguma outra intenção além do uso que comumente fazemos da oração. Ele não estava preocupado apenas com o que sentimos. Estava preocupado com o que somos, e ao invés de projetar nossa mentalidade antropocêntrica para nossa vida de oração, Jesus inicia com a pessoa do Pai. Diferente de nós, Ele não estabelece limites para Deus, muito pelo contrário: Jesus ensina que Deus não é estranho ao homem – Ele é nosso Pai. Segundo, Deus não está restrito a um grupo seletivo – Ele é Pai daqueles que o buscam. Terceiro, Deus não está limitado a quatro paredes – Ele está nos céus! Jesus, então, estabelece este extraordinário reconhecimento de quem Deus é. Ele foi o único a descrevê-lO como Pai, estabelecendo assim uma diferença fundamental entre nós e as outras religiões. Nós podemos chamá-lO de Pai (não confundir com a banalização popular de que todo mundo é filho de Deus).
Queira ou não, toda a existência humana depende da soberana misericórdia de Deus. Isto está muito acima de uma simples experiência de paternidade humana, ainda mais que, por sermos imperfeitos (às vezes como filhos, às vezes como pais), este relacionamento fica seriamente comprometido. Algumas pessoas não conseguem aceitar Deus como Pai por causa do exemplo que tiveram em casa. Mas Deus não teme isto. Ele não se deixa limitar por causa das nossas limitações. Vejo que Deus ainda utiliza desta analogia por três motivos principais: (1) para revelar algumas de Suas características e atributos; (2) para nos ensinar o que é ser pai; (3) e também para construir esta relação conosco, nos proporcionando experiências com Ele.
Ora Ele nos educa, ora disciplina, ora age como aquele pai que, apesar de todo seu conhecimento e experiência, senta-se ao lado de seu pequenino filho para ouvir pacientemente ele gaguejar a leitura de suas primeiras palavras, pega em sua mão para riscar com ele suas primeiras letras ou simplesmente ajudar a encaixar as pecinhas de seus bloquinhos de brinquedo.
Paulo, referindo-se a este relacionamento, escreve:
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba,Pai ( no original, Papai). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8.14-16)
Embora eu tenha sido um filho rebelde no passado, quando penso no meu pai, não posso deixar de lembrar que apesar de tudo o que fiz na minha adolescência, ele nunca deixou de me amar, me acolher, me alimentar. Por isso posso dizer que, se sou o que sou hoje, se estou onde estou, é porque ele não desistiu de mim.
Não sabemos orar como convém e tampouco nos comportar como convém. Mas pode ter certeza que nosso Pai que está nos céus está sempre disposto a nos ensinar a andar.
Como crianças, muitas vezes tropeçamos e caímos. Se olharmos para o nosso pai, veremos ele ao nosso lado de mãos estendidas para nos ajudar a levantar. Precisamos aprender a cultivar algumas características inerentes às crianças, mas que infelizmente perdemos quando adultos, como: autenticidade, humildade, simplicidade e dependência.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Ore assim!
ESSE DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011 POR REILNALDO BUI, E ESTAR NO BLOG www.todahelohim.blogspot.com
PORTANTO, VÓS ORAREIS ASSIM... (MATEUS 6.9A)
Se você quer aprender a orar, o último lugar que você deve olhar é para uma pessoa religiosa. Jesus mostra nestes dois tipos (o hipócrita e o gentio), a síntese da religiosidade humana. Tais pessoas desejam ser conhecidas por sua elevada espiritualidade e o fazem através de seus rituais bem elaborados. Normalmente impressionam as pessoas, que dizem: "veja como ele é espiritual, como é devotado." Também gostam de orar por longas horas, dizendo: "Deus gosta de orações assim!" Mas Jesus diz: "Está vendo como ele faz? Então não façam. Não tentem imitá-los. Não tem valor nenhum!"
Em Mateus 18.1-4, Ele disse que devemos ser como as crianças:
Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
A questão era sobre quem é o cara mais espiritual que existe. Não sei se estavam se restringindo àquele grupo ou se queriam saber “entre todos os homens.” Mas Jesus fechou o círculo e passou a lição: “Vou falar uma coisinha aqui entre vocês...” Queridos, isto diz respeito a nós também. Creio que uma das características que Jesus tinha em mente ao comparar-nos com uma criança, é que esta interage completamente com o pai. Chega ao pai sem rodeios, sem hipocrisia. A criança depende totalmente de seu pai e nele confia. Se ela precisar de algo, simplesmente pede. Não tem que ficar repetindo centenas de vezes: “quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água, quero água...” “Tá bom”, responde o pai, “não precisa repetir; eu compreendi desde a primeira vez que você pediu.”
Crianças tolas insistem muito, quando os pais, que já entenderam seu pedido da primeira vez, dizem não. Crianças mimadas e controladoras conseguem que os pais façam o que elas querem, mesmo contra a vontade deles. Não é este o caso com Deus, mas parece que o religioso não entende Deus. Não podemos domesticar Deus em nossos rituais religiosos. Mais uma vez Jesus deixa bem claro que o nosso Deus sabe muito bem de qualquer necessidade mesmo antes de ser pedida. Note também o que Davi escreve sobre este maravilhoso Deus onisciente em Salmos 139.1-4:
SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
Não pense que precisamos informar a Deus sobre o que se passa com a gente. Às vezes ouço algumas orações que são verdadeiros boletins informativos, como se quiséssemos colocar Deus a par da situação. O que esperamos ouvir como resposta? Talvez algo como: “Servo bom e fiel, obrigado por me avisar. Não estava sabendo, mas tomarei as devidas providências!”
Se partirmos desta premissa – que o Senhor sabe de antemão as coisas que acontecerão conosco, começaremos a pensar em mudar o foco das nossas orações. Se você quer aprender a orar, olhe para Jesus. Ouça o que Ele tem a ensinar: Portanto, vós orareis assim...
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Não como os gentios
ESSE
DEVOCIONAL FOI ESCRITO PARA OS PROJETISTAS DA JUVEP DE JANEIRO DE 2011
POR REILNALDO BUI, E ESTAR NO BLOG www.todahelohim.blogspot.com
E, ORANDO, NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES, COMO OS GENTIOS; PORQUE PRESUMEM QUE PELO SEU MUITO FALAR SERÃO OUVIDOS. NÃO VOS ASSEMELHEIS, POIS, A ELES; PORQUE DEUS, O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS. (MATEUS 6.7-8)
Em algumas situações de nossa experiência humana podemos não entender como ou porque fazer, mas se simplesmente soubermos como não fazer já estaria de bom tamanho! Talvez fosse esta a preocupação de Jesus, que “conhece um pouco” da religiosidade humana. Note que ele aborda dois extremos. Primeiro, o hipócrita, um mascarado religioso, que representa publicamente aquilo que ele não é. Em segundo, o gentio, que não conhece a Deus e desenvolveu seu próprio sistema de rezas e mantras para alcançar seu favor.
Jesus descreve as orações dos gentios como o balbuciar insistente e repetitivo de muitas palavras. O que podemos perceber aqui, é que este tipo de oração acontece já há milhares de anos. Conversando com uma seguidora do hinduísmo, ela me explicou que um mantra pode ser uma palavra ou algumas frases que devem ser repetidas constantemente para que através deste ritual você consiga “prender” os deuses com sua língua e assim dominá-los e tê-los consigo. Em certas divisões do cristianismo, esta ideia é bem parecida: rezar é um sacrifício que se faz, e através desta ação, movemos os santos (entidades espirituais) que intercederão por você a um Deus impessoal, e que está muito distante de nós.
É evidente, então, que os gentios não conhecem a Deus e suas vãs repetições denotam uma falta de conteúdo em suas orações. Além disto, estas “muitas palavras” sugerem certa sofisticação de técnicas e rituais. Uma vez que Jesus está nos exortando a não fazer como os gentios, significa que podemos encorrer no mesmo erro. Trazendo para mais perto de nós, o que isso pode significar, e como relacionamos isso às nossas orações?
Primeiro, muitas vezes oramos em “nome de”, mas às vezes sem o “pleno conhecimento de” ou “estarmos de acordo com a vontade de”. É possível sermos extremamente zelosos para com as coisas de Deus, mas com pouco ou sem nenhum entendimento das coisas de Deus. É a isto que Paulo se referiu em Romanos 10.2, bem como Oséias 6.6:
Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
Isto nos leva a um segundo erro: nossas orações não passarem de repetidas petições ou recitações de belas frases litúrgicas sem efeito. Em terceiro lugar, e creio que este é o erro mais cometido, crer que precisamos ser insistentes para sermos ouvidos. No fundo, estamos transmitindo com isto que talvez Deus não tenha ouvido da primeira vez... e tenho que insistir com isto para Ele me atender! Pensamos que somente através de tanto falar é que acabaremos conquistando o favor de Deus que, caso eu não orasse, nada faria. Em resposta a esta pergunta, Jesus diz que nosso pai sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. (Vale a pena ler 1Reis 18.17-40 e Tiago 5.17.)
Lembre-se que estamos orando para nosso pai, o que implica que temos uma relação familiar com Deus. Nós fazemos parte de Sua vida, e Ele antecipa aquilo que nós precisamos. Devemos, portanto, chegar a Ele com toda humildade, simplicidade e sinceridade de coração. Podemos nos achegar a Ele em momentos de alegria ou de tristeza, de ansiedade ou de gratidão, na certeza de que Ele está nos ouvindo plenamente.
Orar é um entregar-se a Deus na confiança de que Ele agirá no Seu próprio tempo à Sua própria maneira. Manipulação religiosa e espiritual não é necessária.
Mas se o nosso Pai sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, por que orar? Porque nós é quem precisamos exercitar a nossa fé e reconhecer quem Deus é, abrindo nosso coração em temor e dependência, lançando sobre Ele todas as nossas ansiedades.
E, ORANDO, NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES, COMO OS GENTIOS; PORQUE PRESUMEM QUE PELO SEU MUITO FALAR SERÃO OUVIDOS. NÃO VOS ASSEMELHEIS, POIS, A ELES; PORQUE DEUS, O VOSSO PAI, SABE O DE QUE TENDES NECESSIDADE, ANTES QUE LHO PEÇAIS. (MATEUS 6.7-8)Em algumas situações de nossa experiência humana podemos não entender como ou porque fazer, mas se simplesmente soubermos como não fazer já estaria de bom tamanho! Talvez fosse esta a preocupação de Jesus, que “conhece um pouco” da religiosidade humana. Note que ele aborda dois extremos. Primeiro, o hipócrita, um mascarado religioso, que representa publicamente aquilo que ele não é. Em segundo, o gentio, que não conhece a Deus e desenvolveu seu próprio sistema de rezas e mantras para alcançar seu favor.
Jesus descreve as orações dos gentios como o balbuciar insistente e repetitivo de muitas palavras. O que podemos perceber aqui, é que este tipo de oração acontece já há milhares de anos. Conversando com uma seguidora do hinduísmo, ela me explicou que um mantra pode ser uma palavra ou algumas frases que devem ser repetidas constantemente para que através deste ritual você consiga “prender” os deuses com sua língua e assim dominá-los e tê-los consigo. Em certas divisões do cristianismo, esta ideia é bem parecida: rezar é um sacrifício que se faz, e através desta ação, movemos os santos (entidades espirituais) que intercederão por você a um Deus impessoal, e que está muito distante de nós.
É evidente, então, que os gentios não conhecem a Deus e suas vãs repetições denotam uma falta de conteúdo em suas orações. Além disto, estas “muitas palavras” sugerem certa sofisticação de técnicas e rituais. Uma vez que Jesus está nos exortando a não fazer como os gentios, significa que podemos encorrer no mesmo erro. Trazendo para mais perto de nós, o que isso pode significar, e como relacionamos isso às nossas orações?
Primeiro, muitas vezes oramos em “nome de”, mas às vezes sem o “pleno conhecimento de” ou “estarmos de acordo com a vontade de”. É possível sermos extremamente zelosos para com as coisas de Deus, mas com pouco ou sem nenhum entendimento das coisas de Deus. É a isto que Paulo se referiu em Romanos 10.2, bem como Oséias 6.6:
Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
Isto nos leva a um segundo erro: nossas orações não passarem de repetidas petições ou recitações de belas frases litúrgicas sem efeito. Em terceiro lugar, e creio que este é o erro mais cometido, crer que precisamos ser insistentes para sermos ouvidos. No fundo, estamos transmitindo com isto que talvez Deus não tenha ouvido da primeira vez... e tenho que insistir com isto para Ele me atender! Pensamos que somente através de tanto falar é que acabaremos conquistando o favor de Deus que, caso eu não orasse, nada faria. Em resposta a esta pergunta, Jesus diz que nosso pai sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. (Vale a pena ler 1Reis 18.17-40 e Tiago 5.17.)
Lembre-se que estamos orando para nosso pai, o que implica que temos uma relação familiar com Deus. Nós fazemos parte de Sua vida, e Ele antecipa aquilo que nós precisamos. Devemos, portanto, chegar a Ele com toda humildade, simplicidade e sinceridade de coração. Podemos nos achegar a Ele em momentos de alegria ou de tristeza, de ansiedade ou de gratidão, na certeza de que Ele está nos ouvindo plenamente.
Orar é um entregar-se a Deus na confiança de que Ele agirá no Seu próprio tempo à Sua própria maneira. Manipulação religiosa e espiritual não é necessária.
Mas se o nosso Pai sabe de nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, por que orar? Porque nós é quem precisamos exercitar a nossa fé e reconhecer quem Deus é, abrindo nosso coração em temor e dependência, lançando sobre Ele todas as nossas ansiedades.
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